Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
Ferrovias | Mapas | Estações | Locomotivas | Diesel | Vapor | Elétricas | Carros | Vagões | Trilhos Urbanos | Turismo | Ferreomodelismo | Maquetes ferroviárias | História do hobby | Iniciantes | Ferreosfera | Livros | Documentação | Links | Atualizações | Byteria | Mboabas | Brasília | Home
  
   
   
Viaduto do Bugre, no Tronco Principal Sul (TPS), construído pelo Batalhão Ferroviário Mauá
Viaduto do Bugre, no Tronco Principal Sul (TPS), construído pelo Batalhão Ferroviário Mauá

Trens turísticos

Trem do Corcovado
São João del Rei
Campos do Jordão
Ouro Preto - Mariana
Trem das Águas
Trem da Mantiqueira
Trem das Termas
Montanhas Capixabas
Barra do Rio Grande
Teleférico de Ubajara

Em projeto

Expresso Pai da Aviação
Trem ecoturístico da Mata Atlântica
Locomotiva Zezé Leone

Antigos trens turísticos

São Paulo - Santos
Cruzeiro - São Lourenço
Trem da Mata Atlântica
Trem dos Inconfidentes
Trem Curitiba - Lapa

Calendário 1987
VFCJ | Bitolinha | Lapa | Inconfidentes | Trem da Serra | Paranapiacaba
  

Trens de passageiros

Vitória - Belo Horizonte
São Luís - Parauapebas

Antigos trens de passageiros

Xangai
Barrinha
Expresso da Mantiqueira
Barra Mansa a Lavras
Trem de Prata
Trem Húngaro
Automotrizes Budd
Litorinas Fiat
Cruzeiro do Sul
Trem Farroupilha
Trem de aço da Paulista

Plataforma de embarque: 1995

Trens turísticos e passeios ferroviários
Trens de passageiros
Museus ferroviários
Maquetes ferroviárias
Eventos

  

Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

  

Ferreofotos

• Alco RSD8 Fepasa - 29 Fev. 2016

• G12 200 Acesita - 22 Fev. 2016

• “Híbrida” GE244 RVPSC - 21 Fev. 2016

• U23C modernizadas C30-7MP - 17 Fev. 2016

• C36ME MRS | em BH | Ferronorte - 14 Fev. 2016

• Carregamento de blocos de granito na SR6 RFFSA (1994) - 7 Fev. 2016

• G12 4103-6N SR6 RFFSA - 6 Fev. 2016

• Toshiba nº 14 DNPVN em Rio Grande - 25 Jan. 2016

• Encarrilamento dos trens do Metrô de Salvador (2010) - 14 Nov. 2015

• Incêndio de vagões tanque em Mogi Mirim (1991) - 9 Nov. 2015

• Trem Húngaro nas oficinas RFFSA Porto Alegre (~1976) - 21 Out. 2015

   

Tronco Principal Sul
Origens do Tronco Sul "novo"


 
Flavio R. Cavalcanti - 30 Nov. 2014
pesquisa iconográfica: Glaucio Henrique Chaves

A Estrada de Ferro São Paulo - Rio Grande — primeira ferrovia brasileira de certa expressão que não se destinava à exportação de commodities, mas à colonização e à ligação interregional — desde o princípio esteve muito longe do imaginado pelos republicanos históricos, engenheiros e militares representados na Comissão encarregada do planejamento ferroviário pelo Governo Provisório dos primeiros 14 meses da República.

A concessão tinha sido dada pelo último gabinete do Império, dias antes da proclamação da República [Decreto nº 10.432, de 9 de Novembro de 1889]; e foi confirmada pelo Governo Provisório, seis ou sete meses antes do Plano da Comissão de 1890 [Decreto nº 305, de 7 de abril de 1890. ver As estradas de ferro do Paraná 1880-1940”].

Antiga ligação ferroviária pela EFSPRG e o novo Tronco Principal Sul construído pelo Batalhão Mauá
Antiga ligação ferroviária pela EFSPRG e o novo Tronco Principal Sul construído pelo Batalhão Mauá

Embora a EFSPRG parecesse servir ao propósito de ocupação e desenvolvimento dos planaltos da região sul — assentando colonos em pequenas e médias propriedades agrícolas — seu traçado sinuoso, excessivamente alongado por uma infinidade de curvas e com péssimo perfil técnico, pouco se prestava à ligação estratégica entre a capital do País (Rio de Janeiro) e as fronteiras do Sul, onde tradicionalmente se concentrava boa parte do exército. Tampouco oferecia transporte capaz de viabilizar economicamente a produção agrícola dos colonos, ou de intensificar o intercâmbio da região sul com o Rio de Janeiro, então principal centro industrial e de consumo.

Segundo Alcides Goularti Filho, o Plano da Comissão de 1890 previa uma segunda ferrovia no planalto catarinense — ligando Porto Alegre a Vacaria e Lages (SC), "onde se encontraria com a linha proveniente de São Francisco, dando sequência até a fronteira com a Argentina" [Alcides Goularti Filho. “Ferrovia no planalto catarinense: um território de passagem”. II Encontro de Economia Catarinense, Chapecó (SC), Abril 2008]. Nas concessões do Plano da Comissão de 1890, seria "uma estrada de ferro do Estreito [Florianópolis] à foz do Chopim, com dois ramais, um para o porto de São Francisco e outro pelo vale do rio Canoas, bifurcando-se para Porto Alegre e Passo Fundo". Tratava-se, portanto, de uma ferrovia eminentemente de penetração, com duas linhas leste-oeste, do litoral (Florianópolis e São Francisco) ao planalto; e daí em direção à fronteira argentina — com um ramal (a bifurcar) pelo vale do rio Canoas (SC), que não chegava a apresentar rumo nitidamente norte-sul, nem delineava um segundo "tronco ferroviário" do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul.

O segundo tronco ferroviário de ligação entre o Rio de Janeiro e as forças militares do sul — pelo planalto — começou a se delinear a partir de 1916, durante a I Guerra Mundial [1914-1918], quando o Estado Maior do Exército determinou “o reconhecimento de um eixo ferroviário entre as cidades de Rio Negro, no Paraná, e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, passando por Lages. Terminada a guerra, “em 1919, o Decreto nº 13.801 autorizou o Ministério da Viação e Obras Públicas a abrir um crédito extraordinário de 400:000$000 para atender às despesas com o estudo do projeto da Estrada de Ferro Rio Negro a Caxias. Em seguida, no ano de 1921, a Inspetoria Federal de Estradas (IFE) apresentou um projeto para a construção desta ferrovia, com 763 km[Goularti Filho, 2008].

Não era bem o tipo de ferrovia que empolgasse a elite no controle da República velha — mais interessada em novas fronteiras para o desmatamento da cafeicultura nômade, como a região de Londrina — e não é de estranhar que só ganhasse impulso após a Revolução de 1930. A elite gaúcha e os militares estacionados no Sul, porém, tinham uma visão muito clara da importância dessa ligação interregional — pela qual, aliás, avançaram para tomar o poder no Rio de Janeiro. A "ocupação" da EFSPRG (prevista no contrato anterior) ocorreu logo após a vitória do movimento.

Desde 1927 as ferrovias gaúchas haviam sido resgatadas e reunidas na Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS); e a Revolução de 1930 logo colocou sob intervenção federal as demais ferrovias da região, iniciando ou acelerando o processo de formação da Rede de Viação Paraná - Santa Catarina (RVPSC). Segundo Flavio Vieira, o novo governo, “por atos baixados entre 1931 e 1934, decretou a caducidade de várias concessões e contratos feitos com a Companhia [Companhia São Paulo - Rio Grande], até, que, por decreto-lei nº 2.073, de 8 de março de 1940, tôda a rede Paraná - Santa Catarina foi incorporada ao patrimônio da União, recebendo a denominação que tem atualmente”. Vale observar que, quase ao mesmo tempo e por caminhos similares, formaram-se a RMV - Rede Mineira de Viação (1931-1934); e a VFFLB - Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (intervenção em 1931; encampação em 1935) [Flavio Vieira. "Os caminhos ferroviários brasileiros", in I Centenário das ferrovias brasileiras. IBGE / CNG, Rio de Janeiro, 1954].

A nova ligação ferroviária projetada entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul foi oficializada no “primeiro Plano de Viação Nacional, aprovado pelo Decreto nº 24.497 de 1934, sob a denominação Tronco Meridional (TM) 7 – Rio de Janeiro a Porto Alegre, por cima da serra, passando por: São Paulo, Itararé, Ponta Grossa, Mafra, Lages, Vacaria e Bento Gonçalves, com 2.269 km. Seriam construídos apenas 810 km, pois seriam aproveitados os trechos da Estrada de Ferro Central do Brasil, Estrada de Ferro Sorocabana, Rede de Viação Paraná-Santa Catarina e Viação Férrea Rio Grande do Sul. (...) A tarefa de construir ficou designada ao Exército, que em 1938 instalou na cidade de Rio Negro o 2º Batalhão Ferroviário[Goularti Filho, 2008].

   

Ferreofotos

• Alco RSD8 Fepasa - 29 Fev. 2016

• G12 200 Acesita - 22 Fev. 2016

• “Híbrida” GE244 RVPSC - 21 Fev. 2016

• U23C modernizadas C30-7MP - 17 Fev. 2016

• C36ME MRS | em BH | Ferronorte - 14 Fev. 2016

• Carregamento de blocos de granito na SR6 RFFSA (1994) - 7 Fev. 2016

• G12 4103-6N SR6 RFFSA - 6 Fev. 2016

• Toshiba nº 14 DNPVN em Rio Grande - 25 Jan. 2016

• Encarrilamento dos trens do Metrô de Salvador (2010) - 14 Nov. 2015

• Incêndio de vagões tanque em Mogi Mirim (1991) - 9 Nov. 2015

• Trem Húngaro nas oficinas RFFSA Porto Alegre (~1976) - 21 Out. 2015

  

Ferrovias

Os “antigos” trens turísticos a vapor da RFFSA - 21 Nov. 2016

• Estação de Cachoeiro de Itapemirim | Pátio ferroviário (1994) - 28 Fev. 2016

• Caboose, vagões de amônia e locomotivas da SR7 em Alagoinhas (1991) - 25 Fev. 2016

• Locomotivas U23C modificadas para U23CA e U23CE (Numeração e variações) - 17 Fev. 2016

• A chegada da ponta dos trilhos a Brasília (1967) - 4 Fev. 2016

• Livro “Memória histórica da EFCB” - 7 Jan. 2016

• G8 4066 FCA no trem turístico Ouro Preto - Mariana (Girador | Percurso) - 26 Dez. 2015

• Fontes e fotos sobre a locomotiva GMDH1 - 18 Dez. 2015

• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Ferreomodelismo

• Luzes de 0,5 mm (fibra ótica) - 2 Jun. 2016

• Vagão tanque TCQ Esso - 13 Out. 2015

• Escalímetro N / HO pronto para imprimir - 12 Out. 2015

• Carro n° 115 CPEF / ABPF - 9 Out. 2015

• GMDH-1 impressa em 3D - 8 Jun. 2015

• Decais para G12 e C22-7i MRN - 7 Jun. 2015

• Cabine de sinalização em estireno - 19 Dez. 2014

• Cabine de sinalização em palito de fósforo - 17 Dez. 2014

• O vagão Frima Frateschi de 1970 - 3 Jun. 2014

• Decais Trem Rio Doce | Decais Trem Vitória-Belo Horizonte - 28 Jan. 2014

• As locomotivas Alco FA1 e o lançamento Frateschi (1989) na RBF - 21 Out. 2013

• A maquete do Trem turístico Ouro Preto - Mariana (Trem da Vale) - 12 Out. 2013

Acompanhe no FB

Viaduto do Bugre, no Tronco Principal Sul (TPS), em construção pelo Batalhão Ferroviário Mauá
Viaduto do Bugre, no Tronco Principal Sul (TPS), em construção pelo Batalhão Ferroviário Mauá
O Tronco Sul novo
Origens | Cronologia | Obras 1967 | Inauguração 1969 | Mapa 1970 | Inspeção 1981
Plano Ewbank | Batalhão Mauá | Locomotiva nº 1 Rio Negro
EF SP-RG : Tronco Sul : ALL
A ferrovia no Contestado | Mapa e cronologia | Caboose EFSPRGS
Uma viagem de férias (1929) | Da Argentina a São Paulo por trem (1959) | O trem bananeiro
Estações em 1960 | Abertura dos trilhos até 1944 | 1907
Origens do Tronco Sul
Planos ferroviários
1835: Plano Vasconcelos | 1838: Plano Rebelo | 1859: Plano Ottoni | 1869: Plano Morais | 1871: Carta itinerária | 1973: Plano Ewbank | 1874: Plano Ramos de Queiroz | 1874: Plano Rebouças | 1881: Plano Bicalho | 1882: Plano Bulhões | 1882: Plano Ramos de Queiroz (II) | 1886: Plano Rodrigo Silva | 1890: Plano da Commissão | 1912: Plano da Borracha | 1926: Plano Baptista | 1926: Plano Pandiá Calógeras | 1927: Plano Paulo de Frontin | 1932: Plano Souza Brandão | 1934: Plano Geral de Viação Nacional | 1947: Plano Jaguaribe | 1951: Plano Nacional de Viação | 1955: Comissão Pessoa | 1956: Plano Ferroviário Nacional | 1964: Plano Nacional de Viação | 1973: Plano Nacional de Viação
As ferrovias construídas (Dez. 2004) | PAC (Mar. 2009)
Legislação | Brasília nos planos ferroviários
Brasília nos planos ferroviários (DF)
EF Tocantins | Cia. Mogiana | RMV | EF Goiás | O prolongamento da EFCB | A ferrovia da Cia. Paulista
Ferrovias concedidas do plano de 1890 | Ferrovias para o Planalto Central

Busca no site
  
       
Ferrovias | Mapas | Estações | Locomotivas | Diesel | Vapor | Elétricas | Carros | Vagões | Trilhos Urbanos | Turismo | Ferreomodelismo | Maquetes ferroviárias | História do hobby | Iniciantes | Ferreosfera | Livros | Documentação | Links | Atualizações | Byteria | Mboabas | Brasília | Home
Sobre o site Centro-Oeste | Contato | Publicidade | Política de privacidade