Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
Ferrovias | Mapas | Estações | Locomotivas | Diesel | Vapor | Elétricas | Carros | Vagões | Trilhos Urbanos | Turismo | Ferreomodelismo | Maquetes ferroviárias | História do hobby | Iniciantes | Ferreosfera | Livros | Documentação | Links | Atualizações | Byteria | Mboabas | Brasília | Home
  
   
   
  

Decreto bombril

O que se delineia nesse texto é todo um plano ferroviário (cujo desenho final Nascimento Brito não conseguiu encontrar), seu estudo, e já o início de sua realização parcial.

Sua origem está na Lei nº 1.953, de 17 de julho de 1871, que, de mistura:

a) abre um crédito de 20.000:000$ para o prolongamento da EF D. Pedro II;

b) autoriza contratar o resgate das estradas de ferro de Recife ao São Francisco; de Salvador a Juazeiro; e de São Paulo (SPRy); e

c) manda estudar o sistema completo de viação e levantar a carta itinerária do Império, aplicando para este fim, no primeiro ano, a quantia de 200:000$.

[cf. Brito — que não encontrou os resultados desses estudos. — Obs.: Essa lei não é listada em CNT, nem na Memória Histórica da EFCB. É citada no relatório do Ministério da Agricultura ref. 1874, p. 74, onde há um apanhado das linhas abertas pela lei da subvenção quilométrica de 1873]

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

  

Trens turísticos

Trem do Corcovado
São João del Rei
Campos do Jordão
Ouro Preto - Mariana
Trem das Águas
Trem da Mantiqueira
Trem das Termas
Montanhas Capixabas
Barra do Rio Grande
Teleférico de Ubajara

Em projeto

Expresso Pai da Aviação
Trem ecoturístico da Mata Atlântica
Locomotiva Zezé Leone

Antigos trens turísticos

São Paulo - Santos
Cruzeiro - São Lourenço
Trem da Mata Atlântica
Trem dos Inconfidentes
Trem Curitiba - Lapa

Calendário 1987
VFCJ | Bitolinha | Lapa | Inconfidentes | Trem da Serra | Paranapiacaba
  

Trens de passageiros

Vitória - Belo Horizonte
São Luís - Parauapebas

Antigos trens de passageiros

Xangai
Barrinha
Expresso da Mantiqueira
Barra Mansa a Lavras
Trem de Prata
Trem Húngaro
Automotrizes Budd
Litorinas Fiat
Cruzeiro do Sul
Trem Farroupilha
Trem de aço da Paulista

Plataforma de embarque: 1995

Trens turísticos e passeios ferroviários
Trens de passageiros
Museus ferroviários
Maquetes ferroviárias
Eventos

  

Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

  

Ferreofotos

• Alco RSD8 Fepasa - 29 Fev. 2016

• G12 200 Acesita - 22 Fev. 2016

• “Híbrida” GE244 RVPSC - 21 Fev. 2016

• U23C modernizadas C30-7MP - 17 Fev. 2016

• C36ME MRS | em BH | Ferronorte - 14 Fev. 2016

• Carregamento de blocos de granito na SR6 RFFSA (1994) - 7 Fev. 2016

• G12 4103-6N SR6 RFFSA - 6 Fev. 2016

• Toshiba nº 14 DNPVN em Rio Grande - 25 Jan. 2016

• Encarrilamento dos trens do Metrô de Salvador (2010) - 14 Nov. 2015

• Incêndio de vagões tanque em Mogi Mirim (1991) - 9 Nov. 2015

• Trem Húngaro nas oficinas RFFSA Porto Alegre (~1976) - 21 Out. 2015

  

Ferrovias

Os “antigos” trens turísticos a vapor da RFFSA - 21 Nov. 2016

• Estação de Cachoeiro de Itapemirim | Pátio ferroviário (1994) - 28 Fev. 2016

• Caboose, vagões de amônia e locomotivas da SR7 em Alagoinhas (1991) - 25 Fev. 2016

• Locomotivas U23C modificadas para U23CA e U23CE (Numeração e variações) - 17 Fev. 2016

• A chegada da ponta dos trilhos a Brasília (1967) - 4 Fev. 2016

• Livro “Memória histórica da EFCB” - 7 Jan. 2016

• G8 4066 FCA no trem turístico Ouro Preto - Mariana (Girador | Percurso) - 26 Dez. 2015

• Fontes e fotos sobre a locomotiva GMDH1 - 18 Dez. 2015

• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Ferreomodelismo

• Luzes de 0,5 mm (fibra ótica) - 2 Jun. 2016

• Vagão tanque TCQ Esso - 13 Out. 2015

• Escalímetro N / HO pronto para imprimir - 12 Out. 2015

• Carro n° 115 CPEF / ABPF - 9 Out. 2015

• GMDH-1 impressa em 3D - 8 Jun. 2015

• Decais para G12 e C22-7i MRN - 7 Jun. 2015

• Cabine de sinalização em estireno - 19 Dez. 2014

• Cabine de sinalização em palito de fósforo - 17 Dez. 2014

• O vagão Frima Frateschi de 1970 - 3 Jun. 2014

• Decais Trem Rio Doce | Decais Trem Vitória-Belo Horizonte - 28 Jan. 2014

• As locomotivas Alco FA1 e o lançamento Frateschi (1989) na RBF - 21 Out. 2013

• A maquete do Trem turístico Ouro Preto - Mariana (Trem da Vale) - 12 Out. 2013

  
   

1871 - Planos Ferroviários
Carta Itinerária do Império do Brasil


 
Flavio R. Cavalcanti - 23 Nov. 2014

O Imperio do Brazil na Exposição Universal de 1876 em Philadelphia
Typographia Nacional, Rio de Janeiro
p. 339-378

O livro de apresentação do Brasil na Exposição de 1876 na Filadélfia é um documento importante para a história do planejamento viário durante o Império.

Nele estão registradas a comissão da Carta Itinerária; as providências para o prolongamento das ferrovias-tronco previamente incluídas no plano geral de viação férrea — Recife ao São Francisco, Bahia ao São Francisco, Rio de Janeiro ao São Francisco, Santos a Cuiabá; e a pulverização do crédito de 100 mil contos de réis, — a garantia de juros, — entre um sem-número de ferrovias de interesse provincial que, em muitos casos, pouco ou nada tinham a ver com o planejamento da viação geral do país.

É uma publicação oficial. A versão em português foi impressa na Tipografia Nacional. A versão em inglês foi impressa na Tipografia e Litografia do Imperial Instituto Artístico. A autoria é difusa, uma vez que se indicam os títulos e honrarias dos membros do comitê organizador da exposição nacional, — do Conde d'Eu até o engenheiro Ewbank da Câmara, — podendo-se apenas imaginar que aos menos titulados coube o trabalho de redação, em suas respectivas áreas, enquanto aos mais titulados cabia a palavra final.

«» ª • — “”

Estradas de ferro

O governo continúa a promover, por todos os meios a seu alcance, a construcção de estradas de ferro.

N’este proposito, incumbiu uma commissão de engenheiros nacionaes e estrangeiros [Manoel Buarque de Macedo, Guilherme Schurch Capanema e João Nunes Campos: todos brasileiros], que iniciou seus trabalhos, na provincia de S.-Pedro-do-Rio-Grande-do-Sul, de estudar o systema geral da viação do Imperio, e obteve do Poder-Legislativo autorização para, até o maximo de 100.000:000$000, garantir, durante 30 annos, juros de 7% ao anno, ou afiançar a garantia provincial aos capitaes empenhados, nas estradas de ferro das provincias que, por seus planos, e estatistica, tiverem probabilidades de obter renda liquida annual de 4% [grifo do site] podendo, em vez da garantia, conceder subsidio kilometrico.

   
Capa do livro “O Império do Brasil na Exposição Universal de 1876 em Filadélfia”
Capa do livro “O Império do Brasil na Exposição Universal de 1876 em Filadélfia”

A commissão deverá levantar a carta itineraria do Brazil, representando as estradas, e caminhos existentes, e os que devam ser construidos de accordo com o systema geral, o qual referir-se-ha a triangulos geodesicos de 1ª, 2ª ordem, de sorte que fique, perfeitamente, determinada a posição das estradas projectadas.

Para mais rapida execução d’este interessante trabalho, foi dividido o territorio nacional, em 24 zônas, discriminando-se a parte povoada, em que, apenas, é necessario aperfeiçoar os caminhos actuaes, da que carece ser melhor estudada.

D’aquella autorização legislativa já o governo usou, largamente, tendo concedido garantia de juros de 7% ao anno, ou afiançado a garantia provincial, a capitaes, na importancia de 80.750:000$000, destinados ás estradas de ferro, em construcção, ou apenas projectadas, que, melhor preenchem as condições da lei.

De todos os ramos da industria de transporte é o das estradas de ferro, que, n’estes ultimos annos, tem recebido, no Brazil, maior impulso.

Em 1867, o Imperio contava, somente, seis caminhos construidos por este systema, com o desenvolvimento total de 683 kil.m 300.m; em 1872, elevaram-se a 15 com 1.026 kil.m 596.m; e, actualmente, possue 22 linhas, em trafego, com a extensão de 1.660 kil.m 110.m, 16 em construcção, com a de 1.362 kil.m, e 28, em estudos, com a de 6.531. Este resultado representa a média annual de 138 kil.m de linha ferrea construidos depois d’aquella data.

Os auxilios concedidos a estes meios aperfeiçoados de communicação, nas provincias, não têm prejudicado os trabalhos de prolongamento das estradas de ferro geraes.

Continuam elles, com a conveniente acceleração, na de D.-Pedro-II; e, já concluidos os estudos para o prolongamento das estradas de ferro da Bahia, e do Recife; aquelles, na extensão de 556 kil.m 232.m, e estes na de 618 kil.m 600.m, trata-se de construil-as tendo-se, para esse fim, recebido propostas, mediante concurrencia, em virtude da qual foram adjudicados 324 kil.m da primeira d’estas estradas, á razão de 26:600$000 por kilometro, para a preparação do leito.

Terminaram, tambem, os estudos feitos por conta do governo, para a construcção da estrada de ferro estrategica, e commercial, autorizada pelo Poder-Legislativo, entre as cidades de Porto-Alegre, capital da provincia de S.-Pedro-do-Rio-Grande-do-Sul, e de Uruguayana, fronteira da Confederação Argentina, com o desenvolvimento de 722 kil.m, e os da linha ferrea, destinada aos mesmos fins, entre a cidade de Coritiba, capital da provincia do Paraná, e Miranda, na de Mato-Grosso, com o de 852 kil.m 229.m

É, n’este genero, um dos trabalhos mais completos. Por elles, entre outras cousas interessantes, descobrem-se logo, á primeira vista, as immensas riquezas de toda a sorte que, em tão larga extensão, possue o Brazil, ainda por aproveitar.

Quando esta estrada se realisar, a communicação entre a cidade do Rio-de-Janeiro, e de Cuyabá, capital da provincia de Mato-Grosso, se fará em sete a 10 dias ao passo que, presentemente, por via de Buenos-Ayres, não póde ser realisada, em menos de 30 a 40. Poder-se-ha, outro-sim, ir do Rio-de-Janeiro á fronteira setemptrional do Paraguay em cinco dias, e a Chuqizaca, na Bolivia, em 12.

Acham-se, quasi, terminados os estudos definitivos para o prolongamento da estrada de ferro de Santos a Jundiahy, aberta ao trafego até perto da cidade de Limeira, e em adiantada construcção para a cidade de S.-João-do-Rio-Claro. Estes estudos têm 660 kil.m de extensão, d’essa cidade até Santa-Anna-de-Paranahyba á margem do rio Paraná, que limita a provincia de S.-Paulo com a de Goyaz [verificar se naquele momento Santana do Paranaíba era Goiás].

   
Capa do livro “The Empire of Brazil at the Universal Exhibition of 1876 in Philadelphia”
Capa do livro “The Empire of Brazil at the Universal Exhibition of 1876 in Philadelphia”

Estão concluidos os trabalhos de exploração, e estudos da primeira parte da estrada de ferro do sul ao norte do Imperio, a qual ligada á estrada de ferro D.-Pedro-II, pela navegação do S.-Francisco, e á cidade de Belém-do-Pará, pelo aproveitamento da linha fluvial do Tocantins, porá a capital do Imperio, em communicação rapida, com muitas das provincias de seu extremo norte.

Tambem estão em andamento as explorações, e os estudos para a linha ferrea entre as cidades do Rio-Grande, e Alegrete, na provincia de S.-Pedro-do-Rio-Grande-do-Sul.

O numero de kilometros estudados, depois do anno de 1867, para serem aproveitados na viação ferrea, eleva-se a cerca de 2.796, e as despezas, effectivamente, realisadas pelo Estado, com estes trabalhos, á somma de 2.131:226$271. Além d’isto, a ultima lei do orçamento votou a quantia de 1.650:000$000, para os estudos da estrada de ferro de Coritiba a Miranda, já terminados, e dos que se estão concluindo, para a estrada do sul ao norte do Imperio.

A viação ferrea tem realisado, no Brazil, como por toda a parte, as esperanças n’ella depositadas, quer como emprezas mercantis, quer como agentes poderosos de civilização, e progresso, sendo notaveis, n’este ultimo ponto, os melhoramentos introduzidos nas povoações do interior.

As vantagens commerciaes, que tem produzido, melhor se deduzirão da resumida noticia, que, sobre cada uma, passa a ser dada.

Estradas de ferro geraes

Estrada de ferro D.-Pedro-II. — Esta via ferrea é, sem contestação, a principal do Brazil, pelos grandes interesses, que promove, e por ser o tronco do systema actual de sua viação aperfeiçoada.

(...) parte do norte da provincia de S.-Paulo, onde terá de ligar-se, brevemente, á estrada de ferro de Santos a Jundiahy por meio da linha ferrea, que está construindo uma empreza nacional, auxiliada pelo governo geral, e provincial; (...) e finalmente, prolonga-se pela provincia de Minas-Geraes, em direcção á bacia do S.-Francisco, onde a navegação d’este rio, e de alguns de seus poderosos tributarios a communicará com o interior de muitas provincias.

(...) A lei do orçamento vigente autorizou a despeza, nos exercicios de 1874-15, e 1875-76, de 9.528:811$000, para o seu prolongamento.

(...) [descrição das linhas, receita, movimento]

Com tão extenso, e pesado trafego, a estrada de ferro D.-Pedro-II não devia estar á mercê da industria estrangeira, para a acquisição do material preciso (...)

(...) [descrição das oficinas]

Estrada de ferro de Santos a Jundiahy. — (...) Está realisando seu prolongamento, e aberto ao trafego até a cidade da Limeira, contando, portanto, mais 99 kil.m, e, graças aos intelligentes esforços e á perseverante actividade dos filhos da provincia, brevemente serão vencidos os 35 kil.m, que, ainda, separam esta cidade da de S.-João-do-Rio-Claro, estando muito adiantados os trabalhos de construcção.

Dentro de pouco tempo devem começar, tambem, as obras para o seguimento até Santa-Anna, no rio Paraná, que divide esta provincia da de Goyaz [ver se município era goiano naquele momento].

(...)

Estrada de ferro do Recife ao S.-Francisco. — (...) cuja extensão é, actualmente, de 124 kil.m 900.m, com a bitola de 1,m60, tem de ser prolongada em direcção á Boa-Vista, na margem do rio de S.-Francisco, estando concluidos os estudos definitivos dos 618 kil.m, que a separam d’aquelle ponto.

A bitola para o prolongamento será de 1.m, e sua construcção está orçada em 47.855:848$016, ou 77:361$539, por kilometro. Abriu-se concurrencia, e receberam-se propostas para a construcção, que tem de correr por conta dos cofres publicos. (...)

O prolongamento aproveitará a ferteis terrenos algodoeiros, e regiões favoraveis á immigração, pela amenidade do clima, e uberdade do solo, adaptavel á cultura de cereaes, e de outros generos.

(...)

Estrada de ferro da Bahia ao Joazeiro. — (...)

Construida com a bitola de 1,m60, tem de extensão 123 kil.m 500m, entre a capital da provincia, e a estação terminal, em Alagoinhas.

Concluidos os estudos definitivos, para o prolongamento até a villa do Joazeiro, com um ramal para o logar denominado Riacho-da-Casa-Nova, ambos na margem direita do rio de S.-Francisco, acaba o governo de contratar, mediante concurrencia, sua construcção, com a bitola de 1m.

Os estudos abrangeram a extensão de 556 kil.m 232.m e as obras orçadas em 36.100:000$000 foram adjudicadas por 26:000$000 o kilometro, comprehendendo só a preparação do leito. O governo fornecerá, directamente, o material fixo, e rodante.

(...)

Como empreza commercial não offerece, por ora, grande interesse; tudo, porém, induz a crer que, attingindo seu prolongamento as margens do uberrimo S.-Francisco, sua situação melhorará muito.

(...)

A estrada de ferro de Piranhas a Jatobá tem a extensão de 104 kil.m, e destina-se a ligar o alto ao baixo S.-Francisco, tornando mais aproveitaveis cerca de 1.848 kil.m, de franca navegação, logo que se effectuem alguns melhoramentos projectados, no mesmo rio.

O capital, para esta estrada, da bitola de 1.m, foi orçado em 1.435:000$000, segundo os estudos feitos, por conta do Estado. Está sujeito ao Poder-Legislativo projecto de lei, concedendo garantia de juros aos capitaes necessarios á construcção da estrada, e ao melhoramento do rio.

(...) [Leopoldina; Rezende a Arêas; Paraguaçu (bitola 1,m1)]

Estrada de ferro do Madeira. — Esta via ferrea, cuja extensão é calculada em cerca de 330 kil.m, tem por fim evitar as cachoeiras dos rios Madeira, e Mamoré, ligando sua navegação á do Beni; Guaporé, e outros, o que dará á grande parte da provincia de Mato-Grosso, e ao commercio de importante região da republica da Bolivia, facil communicação, com o oceano.

A povoação de Santo-Antonio, na margem direita do Madeira, deve ser o ponto inicial d’esta estrada, que terminará acima da quéda do Guajará-mirim, ramificando-se para a fóz do Beni.

O governo concedeu 4.356 kil.m quadrados de terras á empreza, actualmente, propriedade de uma companhia ingleza, que aguarda do Poder-Legislativo garantia de juro de 7% ao anno, sobre a quantia de £ 400.000, para completar o capital de £ 1.000.000, que se presume sufficiente, para a continuação dos trabalhos.

Estrada de ferro D.-Pedro-I. — Em virtude de autorização legislativa foi concedida a empreza particular esta linha ferrea, de 384 kil.m, que deverá ligar as provincias de Santa-Catharina, e de S.-Pedro-do-Rio-Grande-do-Sul, dando á esta ultima porto maritimo mais commodo, e seguro.

(...) [Dona-Thereza-Christina]

A estrada de ferro D.-Izabel, entre o porto de Antonina, e a capital da provincia do Paraná, com a extensão de 83 kil.m, e orçada em 4.400:000$000, está em estudos definitivos, tendo a provincia garantido o juro de 7% ao anno, sobre aquella somma.

A estrada de ferro Conde-d’-Eu, importante via de communicação da provincia da Parahyba, com 143 kil.m de extensão, corta a parte mais rica da mesma provincia, conforme demonstraram os estudos feitos, para sua construcção orçada em 6.000:000$000, com a bitola de 1m, que deve começar, dentro de poucos mezes. (...)

(...) [Do Rio-Verde, Itabaiana a Alagoinhas (BA-AL), S.-João-Nepomuceno, EFDPII-Itajubá]

Estradas de ferro provinciaes

(...)

Maranhão

Estão projectadas, n’esta provincia, as seguintes estradas de ferro:

Da Barra-do-Corda, entre o logar d’este nome, na margem direita do rio Mearim, e a cidade da Carolina [rio Tocantins], com o desenvolvimento de 666 kil.m orçada em 23.000:000$000, e devendo ter a bitola de 1m.

Acha-se, ainda, em estudos.

Da cidade de S.-Luiz, capital da provincia, á margem do rio Mearim, com 230 kil.m de extensão; fundo social orçado em 10.000:000$000, e bitola de 1m. Acha-se, egualmente, em estudos, e, si for levada a effeito, será complementar da precedente.

De S.-José-dos-Cajazeiros, para communicação entre aquella capital, e a do Piauhy, á margem do rio Parnahyba, tem 68 kil.m 600.m, e estudos concluidos, tendo sido orçada em 3.280:000$000.

Piauhy

Está projectada, n’esta provincia, uma estrada de ferro de Oeiras, antiga capital da provincia, á villa de Amarante, na margem do rio Parnahyba, com cerca de 140 kil.m de desenvolvimento, comprehendendo um ramal para a villa de Valença.

A bitola da estrada deve ser de 1m, e o capital de 7.000:000$000.

Ceará

Está-se construindo a estrada de ferro da capital ao logar conhecido pelo nome de Baturité, grande centro productor da provincia, com 100 kil.m de extensão, 41 dos quaes em trafego (...)

É uma das estradas mais esperançosas do norte do Imperio, e seu prolongamento até o rio de S.-Francisco foi, ultimamente, autorizado por lei provincial [Ceará, ou Pernambuco?].

(...)

(...) [Rio-Grande-do-Norte: (...) Ambas atravessam uberrimos terrenos de cultura, principalmente para a canna de assucar]

(...) [Alagôas, Sergipe, Bahia]

Espirito-Santo

(...)

A estrada de ferro da Victoria ao porto da Natividade, no Rio-Doce destinada a ligar o Espirito-Santo á provincia de Minas-Geraes; aproveitar, para a colonização, terras fertilissimas, e dar á provincia facil sahida a importantes productos, que, pela distancia, não podem chegar, sem excessivos onus, aos grandes mercados.

Deverá ter 135 kil.m, cuja construcção está orçada em 6.000:000$000, sobre os quaes a provincia garantiu juro de 7% ao anno.

O governo geral afiançou parte d’essa garantia, no valor de 1.600:000$000, correspondentes aos 46 kil.m, entre a capital da provincia, e a colonia de Santa-Leopoldina, dos quaes ha estudos completos.

(...) [Rio de Janeiro]

(...) [Minas Gerais, inclusive: do rio das Mortes; Montes Claros ao SF; das Velhas a Diamantina]

S.-Paulo

(...)

Paraná

Está contratada, n’esta provincia, uma estrada de ferro com a extensão de 109 kil.m, e bitola de 1.m, entre o porto denominado D.-Pedro-II, na bahia de Paranaguá, e a cidade de Coritiba, capital da provincia (...). Estão concluidos os estudos d’uma parte d’ella, e aguarda-se a terminação dos outros.

(...) [RS, MT]

Planos ferroviários
1835: Plano Vasconcelos | 1838: Plano Rebelo | 1859: Plano Ottoni | 1869: Plano Morais | 1871: Carta itinerária | 1973: Plano Ewbank | 1874: Plano Ramos de Queiroz | 1874: Plano Rebouças | 1881: Plano Bicalho | 1882: Plano Bulhões | 1882: Plano Ramos de Queiroz (II) | 1886: Plano Rodrigo Silva | 1890: Plano da Commissão | 1912: Plano da Borracha | 1926: Plano Baptista | 1926: Plano Pandiá Calógeras | 1927: Plano Paulo de Frontin | 1932: Plano Souza Brandão | 1934: Plano Geral de Viação Nacional | 1947: Plano Jaguaribe | 1951: Plano Nacional de Viação | 1955: Comissão Pessoa | 1956: Plano Ferroviário Nacional | 1964: Plano Nacional de Viação | 1973: Plano Nacional de Viação
As ferrovias construídas (Dez. 2004) | PAC (Mar. 2009)
Legislação | Brasília nos planos ferroviários
Evolução da rede de estradas de ferro no Brasil
Ferrovias em 1870 | Ferrovias em 1890 | Ferrovias em 1910 | Ferrovias em 1930 | Ferrovias em 1954
Ferrovias até 2004 | Governos & evolução | Custo quilométrico | Imigração | Ferrovias & Estados | Ferrovias & navegação | Navegação | Rios e bacias | Rodovias
Produção da indústria ferroviária | Passageiros | Mercadorias | Bagagens e encomendas | Locomotivas | Vagões de carga | Vagões de passageiros
      

Ferreofotos

• Alco RSD8 Fepasa - 29 Fev. 2016

• G12 200 Acesita - 22 Fev. 2016

• “Híbrida” GE244 RVPSC - 21 Fev. 2016

• U23C modernizadas C30-7MP - 17 Fev. 2016

• C36ME MRS | em BH | Ferronorte - 14 Fev. 2016

• Carregamento de blocos de granito na SR6 RFFSA (1994) - 7 Fev. 2016

• G12 4103-6N SR6 RFFSA - 6 Fev. 2016

• Toshiba nº 14 DNPVN em Rio Grande - 25 Jan. 2016

• Encarrilamento dos trens do Metrô de Salvador (2010) - 14 Nov. 2015

• Incêndio de vagões tanque em Mogi Mirim (1991) - 9 Nov. 2015

• Trem Húngaro nas oficinas RFFSA Porto Alegre (~1976) - 21 Out. 2015

  

Ferrovias

Os “antigos” trens turísticos a vapor da RFFSA - 21 Nov. 2016

• Estação de Cachoeiro de Itapemirim | Pátio ferroviário (1994) - 28 Fev. 2016

• Caboose, vagões de amônia e locomotivas da SR7 em Alagoinhas (1991) - 25 Fev. 2016

• Locomotivas U23C modificadas para U23CA e U23CE (Numeração e variações) - 17 Fev. 2016

• A chegada da ponta dos trilhos a Brasília (1967) - 4 Fev. 2016

• Livro “Memória histórica da EFCB” - 7 Jan. 2016

• G8 4066 FCA no trem turístico Ouro Preto - Mariana (Girador | Percurso) - 26 Dez. 2015

• Fontes e fotos sobre a locomotiva GMDH1 - 18 Dez. 2015

• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

  

Trens turísticos

Trem do Corcovado
São João del Rei
Campos do Jordão
Ouro Preto - Mariana
Trem das Águas
Trem da Mantiqueira
Trem das Termas
Montanhas Capixabas
Barra do Rio Grande
Teleférico de Ubajara

Em projeto

Expresso Pai da Aviação
Trem ecoturístico da Mata Atlântica
Locomotiva Zezé Leone

Antigos trens turísticos

São Paulo - Santos
Cruzeiro - São Lourenço
Trem da Mata Atlântica
Trem dos Inconfidentes
Trem Curitiba - Lapa

Calendário 1987
VFCJ | Bitolinha | Lapa | Inconfidentes | Trem da Serra | Paranapiacaba
  

Trens de passageiros

Vitória - Belo Horizonte
São Luís - Parauapebas

Antigos trens de passageiros

Xangai
Barrinha
Expresso da Mantiqueira
Barra Mansa a Lavras
Trem de Prata
Trem Húngaro
Automotrizes Budd
Litorinas Fiat
Cruzeiro do Sul
Trem Farroupilha
Trem de aço da Paulista

Plataforma de embarque: 1995

Trens turísticos e passeios ferroviários
Trens de passageiros
Museus ferroviários
Maquetes ferroviárias
Eventos

  

Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

  

Ferreofotos

• Alco RSD8 Fepasa - 29 Fev. 2016

• G12 200 Acesita - 22 Fev. 2016

• “Híbrida” GE244 RVPSC - 21 Fev. 2016

• U23C modernizadas C30-7MP - 17 Fev. 2016

• C36ME MRS | em BH | Ferronorte - 14 Fev. 2016

• Carregamento de blocos de granito na SR6 RFFSA (1994) - 7 Fev. 2016

• G12 4103-6N SR6 RFFSA - 6 Fev. 2016

• Toshiba nº 14 DNPVN em Rio Grande - 25 Jan. 2016

• Encarrilamento dos trens do Metrô de Salvador (2010) - 14 Nov. 2015

• Incêndio de vagões tanque em Mogi Mirim (1991) - 9 Nov. 2015

• Trem Húngaro nas oficinas RFFSA Porto Alegre (~1976) - 21 Out. 2015

  

Ferrovias

Os “antigos” trens turísticos a vapor da RFFSA - 21 Nov. 2016

• Estação de Cachoeiro de Itapemirim | Pátio ferroviário (1994) - 28 Fev. 2016

• Caboose, vagões de amônia e locomotivas da SR7 em Alagoinhas (1991) - 25 Fev. 2016

• Locomotivas U23C modificadas para U23CA e U23CE (Numeração e variações) - 17 Fev. 2016

• A chegada da ponta dos trilhos a Brasília (1967) - 4 Fev. 2016

• Livro “Memória histórica da EFCB” - 7 Jan. 2016

• G8 4066 FCA no trem turístico Ouro Preto - Mariana (Girador | Percurso) - 26 Dez. 2015

• Fontes e fotos sobre a locomotiva GMDH1 - 18 Dez. 2015

• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Ferreomodelismo

• Luzes de 0,5 mm (fibra ótica) - 2 Jun. 2016

• Vagão tanque TCQ Esso - 13 Out. 2015

• Escalímetro N / HO pronto para imprimir - 12 Out. 2015

• Carro n° 115 CPEF / ABPF - 9 Out. 2015

• GMDH-1 impressa em 3D - 8 Jun. 2015

• Decais para G12 e C22-7i MRN - 7 Jun. 2015

• Cabine de sinalização em estireno - 19 Dez. 2014

• Cabine de sinalização em palito de fósforo - 17 Dez. 2014

• O vagão Frima Frateschi de 1970 - 3 Jun. 2014

• Decais Trem Rio Doce | Decais Trem Vitória-Belo Horizonte - 28 Jan. 2014

• As locomotivas Alco FA1 e o lançamento Frateschi (1989) na RBF - 21 Out. 2013

• A maquete do Trem turístico Ouro Preto - Mariana (Trem da Vale) - 12 Out. 2013

Acompanhe no FB

  

Busca no site
  
       
Ferrovias | Mapas | Estações | Locomotivas | Diesel | Vapor | Elétricas | Carros | Vagões | Trilhos Urbanos | Turismo | Ferreomodelismo | Maquetes ferroviárias | História do hobby | Iniciantes | Ferreosfera | Livros | Documentação | Links | Atualizações | Byteria | Mboabas | Brasília | Home
Sobre o site Centro-Oeste | Contato | Publicidade | Política de privacidade