Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
Ferrovias | Mapas | Estações | Locomotivas | Diesel | Vapor | Elétricas | Carros | Vagões | Trilhos Urbanos | Turismo | Ferreomodelismo | Maquetes ferroviárias | História do hobby | Iniciantes | Ferreosfera | Livros | Documentação | Links | Atualizações | Byteria | Mboabas | Brasília | Home
  
   
   
Primeiro projeto para a maquete da EF Pireneus-Paranã
O primeiro desenho dos trilhos para a maquete da Estrada de Ferro Pireneus-Paranã, terminado, reprovado e arquivado em Abril de 1983

Santa ignorância

A maneira mais prática de desenhar uma mini ferrovia é espalhar os trilhos sobre uma grande folha de papel, arrumá-los a gosto, e marcar no papel com spray solúvel em água.

Limpe os trilhos em seguida.

Para "desenhar" uma ferrovia ocupando um quarto inteiro, espalhe folhas de papel pardo ou de jornal, no chão, e fixe umas nas outras com durex, até secar a cola.

Felizmente, no início de 1983 eu não sabia disso. Se soubesse, não teria me divertido tanto.

Ferreomodelismo

• Luzes de 0,5 mm (fibra ótica) - 2 Jun. 2016

• Vagão tanque TCQ Esso - 13 Out. 2015

• Escalímetro N / HO pronto para imprimir - 12 Out. 2015

• Carro n° 115 CPEF / ABPF - 9 Out. 2015

• GMDH-1 impressa em 3D - 8 Jun. 2015

• Decais para G12 e C22-7i MRN - 7 Jun. 2015

• Cabine de sinalização em estireno - 19 Dez. 2014

• Cabine de sinalização em palito de fósforo - 17 Dez. 2014

• O vagão Frima Frateschi de 1970 - 3 Jun. 2014

• Decais Trem Rio Doce | Decais Trem Vitória-Belo Horizonte - 28 Jan. 2014

• As locomotivas Alco FA1 e o lançamento Frateschi (1989) na RBF - 21 Out. 2013

• A maquete do Trem turístico Ouro Preto - Mariana (Trem da Vale) - 12 Out. 2013

  

Ferreofotos

• Alco RSD8 Fepasa - 29 Fev. 2016

• G12 200 Acesita - 22 Fev. 2016

• “Híbrida” GE244 RVPSC - 21 Fev. 2016

• U23C modernizadas C30-7MP - 17 Fev. 2016

• C36ME MRS | em BH | Ferronorte - 14 Fev. 2016

• Carregamento de blocos de granito na SR6 RFFSA (1994) - 7 Fev. 2016

• G12 4103-6N SR6 RFFSA - 6 Fev. 2016

• Toshiba nº 14 DNPVN em Rio Grande - 25 Jan. 2016

• Encarrilamento dos trens do Metrô de Salvador (2010) - 14 Nov. 2015

• Incêndio de vagões tanque em Mogi Mirim (1991) - 9 Nov. 2015

• Trem Húngaro nas oficinas RFFSA Porto Alegre (~1976) - 21 Out. 2015

  

Ferrovias

Os “antigos” trens turísticos a vapor da RFFSA - 21 Nov. 2016

• Estação de Cachoeiro de Itapemirim | Pátio ferroviário (1994) - 28 Fev. 2016

• Caboose, vagões de amônia e locomotivas da SR7 em Alagoinhas (1991) - 25 Fev. 2016

• Locomotivas U23C modificadas para U23CA e U23CE (Numeração e variações) - 17 Fev. 2016

• A chegada da ponta dos trilhos a Brasília (1967) - 4 Fev. 2016

• Livro “Memória histórica da EFCB” - 7 Jan. 2016

• G8 4066 FCA no trem turístico Ouro Preto - Mariana (Girador | Percurso) - 26 Dez. 2015

• Fontes e fotos sobre a locomotiva GMDH1 - 18 Dez. 2015

• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

   

Os projetos da maquete EF Pireneus-Paranã
O primeiro desenho dos trilhos


 
Flavio R. Cavalcanti - 14 Dez. 2014

Este foi a primeira tentativa de projetar a maquete da EF Pireneus-Paranã.

Teria um pátio de cruzamento de trens no alto (cota 180 mm), junto à parede do fundo; e outro embaixo, na frente da maquete.

E o melhor de tudo — nenhum dos dois seria reto.

Início do planejamento

Em 17 Mar. 1983, chegou a coleção completa do Informativo Frateschi, que foi o ponto de partida. Mudou radicalmente minha concepção do ferreomodelismo. Li numa noite, reli dezenas de pontos na outra noite, fiz um índice dos pontos principais, e uma lista do que pretendia colocar em prática.

A prancheta e o material de desenho já estavam à mão, não houve demora com isso. Em Abril, estava pronto o primeiro desenho, feito para um quarto de 3,55 x 2,35 metros.

    Ferrovia de São Gotardo, em vários planos
Ferrovia de São Gotardo, em vários planos

Algumas das exigências fundamentais que me colocava:

  • Mini ferrovia de linha singela, com duas estações, exigindo coordenação dos trens para transitarem em sentidos contrários. A operação ferroviária não ficaria restrita ao mero desfile circular dos trens.

  • Maquete com relevo de serra, com os trilhos serpenteando em ziguezague para vencer um "grande" desnível — 180 mm ao todo — e aparecendo em planos superpostos, aqui e ali, em diferentes patamares da encosta. O relevo, portanto, seria mais do que mera "montanha decorativa" para justificar um túnel onde o trem entrasse e saísse, ciclicamente, a intervalos regulares.

Acima de tudo, queria escapar da paisagem achatada, retangular, do circuito oval, e das retas "horizontais" e "verticais", paralelas às bordas da mesa. Diversificar todos os ângulos, para que nada ficasse paralelo com nada — exceto nos pátios ferroviários. E mesmo nestes, tentaria fazer curvoss. O modelo era o pátio de formação de trens de Conselheiro Lafaiete (abaixo) — a meia altura de uma encosta em curva, como um anfiteatro.

Como não podia mesmo começar a maquete de imediato, aproveitei para estudar bem o projeto, e me diverti bastante na prancheta de desenho.

Essa brincadeira deve ter sido boa, pois nem parei para registrar o andamento do desenho. Restam poucas anotações.

Faltou desnível

Ok, a montanha não precisava ser tão alta. Mesmo assim, era excesso de expectativa para um espaço tão pequeno.

Infelizmente, por falta de experiência, deixei para calcular o nivelamento no final — e só então verifiquei que o espaço não era suficiente para viabilizar o que havia desenhado.

Os trilhos dos percursos intermediários — subida e descida — deveriam cruzar-se em três pontos da encosta.

Em um ponto não havia desnível suficiente entre eles para cruzamento por viaduto. Em outro ponto, não era possível o cruzamento em nível. E assim por diante.

Tentei realocar os trilhos, aqui e ali, para adequar os nivelamentos.

Comecei pelas curvas à esquerda — daí a confusão das linhas nesse lado, onde foram apagadas e refeitas uma ou duas vezes. A cada alteração, observava o pouco resultado obtido.

Numerologia prática

Extensão dos trilhos — Antes de investir em outro desenho, fiz o que devia ter feito no começo — calcular o perímetro do quarto.

  • Para obter um desnível de 65 mm com rampa contínua de 2,27%, — elevação de 5 mm para cada trilho ref. 4220, que representa 220 mm de comprimento, — são necessárias 13 trilhos. Na prática, 15 trilhos, para fazer a transição vertical no início e no final da rampa. No primeiro trilho você eleva apenas 2 mm, no segundo mais 3 mm, e daí por diante 5 mm a cada trilho. Multiplique 15 x 220 e verá que precisa de 3,3 metros de trilhos para o trem subir ou descer 65 mm com uma inclinação civilizada.

  • Para um desnível de 180 mm, com a mesma rampa contínua de 2,27%, precisaria de 8,4 metros de trilhos em cada um dos trajetos intermediários.

Perímetro — Dos três "traçados" anteriores sobre uma folha retangular de compensado, havia extraído uma regra muito simples para prever a extensão possível dos trilhos em um trajeto circular: — Somar os quatro lados da mesa, para cada volta dos trilhos.

  • Esqueça o espaço entre os trilhos e a borda da mesa. Esqueça a diferença entre uma esquina e uma curva. Perca a ilusão de que um trajeto em "X" — ou curvas imitando um quase "X" — lhe permitam aumentar de forma significativa a extensão dos trilhos em cada trajeto circular da maquete. Quando se lida com proporções (rampa) da ordem de 2/100, o cálculo exato dos trilhos dificilmente apresenta diferença significativa, em relação ao perímetro externo.

É uma conta aproximada, mas tão certeira, na prática, que vale a pena investir 15 minutos nela — teria me poupado 2 ou 3 semanas de desenho milimétrico, se eu já soubesse que a sinuosidade dos trilhos quase não faz diferença. Assim, o primeiro projeto foi um ótimo "aquecimento", na arte de encurvar a quadratura da maquete. E me ensinou que a regra do perímetro funcionava, também, para linhas tortas.

Perímetro irregular — Numa maquete em "L", ocupando 2 paredes e 3 cantos de um quarto, a conta é exatamente a mesma: — Somar os quatro lados do quarto. — A borda interna do "L" tem a mesma extensão das paredes deixadas livres [Só começa a fazer diferença em grandes espaços, que permitem formatos em "E", com múltiplas baías e penínsulas].

O perímetro era 2 x (3,55 + 2,35) = 11,8 metros, a máxima extensão possível para cada volta completa dos trilhos — uma volta para subir, outra para descer 180 mm.

Dois pátios de cruzamento e um canto vazio reduziam a extensão de trajeto dos trilhos para 9 metros, ou menos.

Nem cheguei a mexer no restante do desenho. Logo me convenci de que o espaço era insuficiente para as correções necessárias.

Com esperneio e tudo, o primeiro desenho não viveu mais de 30 dias, do começo até o arquivamento definitivo.

Ainda tinha tempo de sobra, para fazer outros desenhos, antes de poder iniciar a maquete.

Mas ficou claro que, ou abria mão dos parâmetros adotados, ou precisaria de um espaço maior.

   

Trens turísticos

Trem do Corcovado
São João del Rei
Campos do Jordão
Ouro Preto - Mariana
Trem das Águas
Trem da Mantiqueira
Trem das Termas
Montanhas Capixabas
Barra do Rio Grande
Teleférico de Ubajara

Em projeto

Expresso Pai da Aviação
Trem ecoturístico da Mata Atlântica
Locomotiva Zezé Leone

Antigos trens turísticos

São Paulo - Santos
Cruzeiro - São Lourenço
Trem da Mata Atlântica
Trem dos Inconfidentes
Trem Curitiba - Lapa

Calendário 1987
VFCJ | Bitolinha | Lapa | Inconfidentes | Trem da Serra | Paranapiacaba
  

Trens de passageiros

Vitória - Belo Horizonte
São Luís - Parauapebas

Antigos trens de passageiros

Xangai
Barrinha
Expresso da Mantiqueira
Barra Mansa a Lavras
Trem de Prata
Trem Húngaro
Automotrizes Budd
Litorinas Fiat
Cruzeiro do Sul
Trem Farroupilha
Trem de aço da Paulista

Plataforma de embarque: 1995

Trens turísticos e passeios ferroviários
Trens de passageiros
Museus ferroviários
Maquetes ferroviárias
Eventos

  

Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

Acompanhe no FB

Pátio de formação de trens em Conselheiro Lafaiete na década de 1970
Pátio de formação de trens da Rede Ferroviária Federal - RFFSA em Conselheiro Lafaiete, por volta de 1976 ou pouco antes.
Foi a inspiração para os pátios no desenho inicial da maquete.
Foto: "Ação 1976", Ministério dos Transportes
Estrada de Ferro Pireneus-Paranã
Medidores no painel da maquete | Calculando km-escala / hora | Controle móvel
Como operar o controle móvel | Desafios do controle móvel | O "fio comum" com 2 Controladores
O planejamento da EFPP | Cabine de sinalização | Cabine em madeira | Quiosque do Tião
Primeiro desenho dos trilhos | Segundo projeto: trilhos rígidos | Terceiro projeto: trilhos flexíveis
Maquetes & idéias
AMF | CMMF | SBF | EF Nova Neuffer | EF Vale do Aço | Opções & desafios
Maquete no teto | Ferreo Clube do ABC | Terceira dimensão
Maquete O / On30 para trens Lionel | EF Pireneus-Paranã | EF Paranaíba-Aragarças
Diorama | Diorama quadro a quadro
Dicas técnicas
Gabarito lateral em curva | Curvas e material rodante | AMVs e material rodante | Limpeza dos trilhos
Dicas para decoração
Relevo em gesso ou papel | Lastro para os trilhos | Construções em papel cartão | Material decorativo
Como fazer árvores | Túnel para maquete | Portal de túnel em resina
Mineração de ferro | Galpão para locomotivas
Dicas básicas
7 dicas importantes | Decálogo do ferreomodelista | Uma injeção de realismo em sua mini-ferrovia

Busca no site
  
       
Ferrovias | Mapas | Estações | Locomotivas | Diesel | Vapor | Elétricas | Carros | Vagões | Trilhos Urbanos | Turismo | Ferreomodelismo | Maquetes ferroviárias | História do hobby | Iniciantes | Ferreosfera | Livros | Documentação | Links | Atualizações | Byteria | Mboabas | Brasília | Home
Sobre o site Centro-Oeste | Contato | Publicidade | Política de privacidade