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Locomotiva a vapor Brooks, dos primeiros tempos dos trens de subúrbios da antiga Estrada de Ferro Dom Pedro II
Locomotiva Brooks, construída pela Brooks, que circulou no início do transporte de subúrbios da EF D. Pedro II

  

A eletrificação dos trens de subúrbio do Rio
Estrada de Ferro Central do Brasil

Locomotiva Brooks

Imagens e legendas do livro
Os 50 anos da eletrificação dos trens de subúrbios
do Rio de Janeiro - 1937-1987
de Benício Guimarães, CBTU, Rio de Janeiro, 1987

Página 8 - Locomotiva Brooks, construída pela Brooks, que circulou no início do transporte de subúrbios da EF D. Pedro II.

A locomotiva "Suburbana"

Pesquisa: Gilberto Cesar Coiahy Rocha, 19~28 Dez. 2010

Esta é a "Treze de Maio", de 1894, nº de fabricação 2455, rodagem 2-6-6T, de um lote de 25 locomotivas que foram trazidas especificamente para o subúrbio do Rio. Foram fabricadas em 1894 e 1895.

Receberam inicialmente a numeração de 200 a 224. Em 1907, numa das grandes reclassificações de máquinas da EFCB, passaram a ser as de número 400 a 424, assim ficando até a baixa nos anos 50/60. Algumas foram baixadas talvez por avaria ou acidente.

Sua principal característica é que originalmente eram máquinas plenamente bidirecionais, sem tender separado, possuindo no lado "B" (traseira) um pequeno local para o carvão e a água, estrutura essa fazendo as vezes do tender e suportada pelas rodas portantes (6, 3 eixos).

Como pode ser visto na foto, na traseira tinha também farol na parte superior do "tender" e limpa-trilhos (caprichando um pouco na olhada dá para ver).

Então sua classificação correta era 2-6-6T, mas não sei quando nem porque foram alteradas para 2-6-0, com a retirada dessas estruturas traseiras e acréscimo de tenders normais, virando simples "Moguls".

Já em 1907 na primeira grande renumeração da Central constavam nessa configuração.

Aqui coloco uma SUPOSIÇÃO MINHA (se estiver errado me corrijam) de que talvez na configuração original tivessem pouca autonomia por causa do pequeno espaço para carvão (só usava do bom, Cardiff) e água.

O único problema mais sério dessa frota foi a de nº 417, baixada já em 1907, mantendo a média de vida útil de aproximadamente 50 anos de trabalho das melhores máquinas da EFCB.

A Brooks em 1901 foi uma das formadoras da ALCO e continuou a fabricar excelentes locomotivas, dentro da Central mesmo temos outros exemplos, mas isto já é outra história...

Fontes:

  • Roster EFCB Reg Carter Abril 2000
  • Internet
Locomotiva Brooks "suburbana"
Foto | Desenho
Os 50 anos da eletrificação dos trens de subúrbios do Rio de Janeiro
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