Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
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• As locomotivas Alco FA1 e o lançamento Frateschi (1989) na RBF - 21 Out. 2013

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A escala dos ferreomodelos Frateschi
Motores & motores


 
Flávio R. Cavalcanti

Um dos aspectos a observar na escala 1:78,8 das locomotivas Frateschi que têm "corpo estreito" (e passadiços laterais) é a necessidade de espaço interno (largura) para abrigar a motorização

Essa questão perde importância quando o modelo tem corpo largo, como a FA-1 e a V-8 (prevista para o primeiro semestre de 2004). Por coincidência, estas são as locomotivas 1:87.

A exigência de 19,9 mm de largura interna (mais folga) para o motor Mabuchi em sua posição atual — com os truques-redutores projetados para receber o cardã numa altura determinada — poderia explicar por que, depois de fazer a FA-1 e as locomotivas a vapor em 1:87, a Frateschi voltou à escala 1:78,8 na U-5B.

Mas, como era em outras épocas, quando se usavam outros motores & redutores?

Fase 1

A primeira locomotiva Frateschi — a G-12 Fepasa ref. 3000 — utilizava motor Oxford, de autorama, embaixo do chassi, no espaço correspondente ao tanque de combustível. [ Fase 1 | Modo de usar ]

Não tenho as dimensões exatas daquele motor. Apenas, nada indica que tivesse dimensões diferentes das da Fase 2.

Neste caso, teria uma largura (deitado) de 25 mm — bem inferior aos 30+ mm de largura do tanque de combustível se a G-12 fosse feita em 1:87.

A altura do motor, porém, seria de 17,2 mm — e devido a irregularidades do formato, necessitaria de pelo menos 18 mm de distância entre o chassi e os trilhos.

  • Parece-me que, na escala 1:87, a G-12 não deixaria espaço suficiente para esta forma de motorização.

Fase 2

Ignoro o momento exato em que o motor foi deslocado para cima, agora em posição vertical (posição estreita = 17,2 mm), com apenas uma parte passando abaixo do chassi.

  • No IF-7, datado de "abril-1980", a Frateschi anunciava a adoção de um motor diferenciado, desenvolvido graças à "boa vontade da Oxford", e "com o mesmo aspecto externo do antigo motor Inter-I" de autorama — porém "com 120 espiras de fio 34 em cada um de seus 3 enrolamentos". Paralelamente, o redutor passou da relação 1:14 para 1:18. Não disponho deste motor "120x34", nem de exemplar deste modelo.

  • No IF-16, datado de "set/out-1981", a Frateschi anunciava a adoção do motor "120x34H" — com enrolamento inclinado — "é só trocar um pelo outro, pois o aspecto externo de ambos é igual".

O motor "120x34H" que ainda tenho, apresenta 25 mm de altura por 17,2 mm de largura.

A transmissão se dava por "garfo" de plástico, apenas para um dos truques, cujas rodas eram de plástico com canaleta para um aro de borracha que reforçava a tração. O peso da locomotiva era bem menor.

Acima do chassi, o truque-redutor se acoplava a um cabeçote metálico com um eixo sem-fim, que recebia o movimento através do "garfo" cardã. [ Fase 2 ]

O truque dianteiro, com rodas livres, cromadas, fazia a captação de energia dos trilhos.

Por convenção, no antigo Centro-Oeste essa motorização era chamada 4x4 — quatro rodas de tração e quatro para contato elétrico.

  • Nenhuma nova locomotiva foi lançada nesta fase, portanto parece que esta motorização não teve papel ativo na determinação de escala — exceto na eventualidade de alguma locomotiva em projeto, e cujo lançamento fosse adiado.

Fase 3

O sistema de motorização que o CO chamava 8x8 — tração e contato em todas as rodas — foi lançado com a G-22U, no primeiro semestre de 1985.

Naquele momento, a Frateschi passou a montar seu próprio motor, deixando de depender da Oxford. — Importar "supérfluos" não era barato, nem fácil.

Os truques redutores assumiram a forma atual, embora ainda fossem abertos embaixo. [ Fase 3 ]

O motor Frateschi tinha pouco mais de 15 mm de largura, e poderia ter favorecido um projeto de retorno ao HO a médio e longo prazo. Mas a altura teria de ser melhor equacionada, pois acima do motor (40 mm acima dos trilhos) foi instalado um circuito impresso para iluminação que elevou sua altura a 42 mm.

O novo truque-redutor — que exigia 17 mm de largura interna, para o giro nas curvas — também precisaria ter sido equacionado em conformidade com tal projeto.

Ou não houve tal diretriz, ou esses aspectos não eram equacionáveis naquele momento — ou não foi considerado viável lançar uma G-22U em escala 1:87, conflitando com uma G-12 bem maior?

  • Tal como realizada, a motorização Frateschi não permitia que se lançasse a G-22U na escala 1:87, nem — no ano seguinte — a U-20C.

  • Mas não impediu que a FA-1 — cujo protótipo é bem mais alto, além de ter o corpo largo — fosse feita em 1:87.

Fase 4

A fase atual tomou forma com a substituição do "garfo" cardã + flange do redutor pelo sistema de taça, o aperfeiçoamento dos truques-redutores dentro do mesmo desenho geral, a introdução dos volantes de inércia e, finalmente, adoção do motor Mabuchi. [ Fase 4 | Anúncio | Primeiro teste ]

  • A largura do motor (19,9 mm) é um obstáculo sério a projetos de locomotiva de corpo estreito (com passadiços laterais) em 1:87.

Conclusão

Esta é uma descrição sumária. Nem sempre todas as modificações de uma fase ocorreram de uma única vez.

Outros aperfeiçoamentos foram omitidos por não terem relação direta com a motorização em si — e com seu papel eventualmente determinante na escolha da escala das locomotivas Frateschi.

  • Na medida em que a Frateschi não quis ou não pôde investir nas medidas necessárias a uma linha 1:87 — quando lançou seu próprio motor e novos redutores — acabou deixando espaço para a motorização atual. Houvesse tentado, e obtido êxito, teria permanecido presa a um leque de opções mais restrito.

Uma vez que o tema é acompanhado pelo fabricante há décadas, não se pode descartar a possibilidade de ter havido uma opção consciente no sentido de evitar o risco desse leque restrito.

  • A viabilidade técnico-econômica de uma solução deve considerar não apenas o custo imediato — como também a confiabilidade do fornecimento continuado.
Fase 1 | Fase 2 | Fase 3 | Fase 4
As escalas da Frateschi
G-12 | G-22U | G-22CU | FA-1 | Consolidation | U-20C | U-5B
Vagão Tremonha | Carros Budd | Motores & motores
Bitolas e escalas no ferreomodelismo
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Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

  

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