O Rodotrem Rio - São Paulo
Texto e Fotos: – Kelso Médici —Centro-Oeste n° 76 (1°-Mar-1993)
A rampa no pátio de Engenheiro São Paulo não deu certo, pois era feita em curva. O embarque foi transferido para o pátio
do Pari.
A composição, tracionada por uma U-20C, é formada por 10 vagões plataforma, cada um levando uma carreta ou caminhão;
e um carro inox na cauda, para os motoristas - no início, um Pullman, agora um semi-leito.
As partidas de Pari (SP/SP) e de Arará (Rio, RJ) são feitas simultaneamente, às 20h, todos os dias.
A operação teve início em 92/Dez/1°, e a partir de Dez/19 o serviço passou a ser cobrado. No início,
o trem corria lotado; com a cobrança, o movimento caiu durante alguns dias; e atualmente voltou à lotação completa.
Com isso, a Via Dutra se livra de 600 caminhões e carretas por mês, melhorando o tráfego, reduzindo o índice de
acidentes, prolongando a vida útil das pistas e dos veículos, economizando combustíveis, e oferecendo maior conforto
aos motoristas - sem falar no risco dos assaltos.
O que pode preocupar são as pedradas criminosas ao longo da linha. Não houve casos, até agora, mas a lona plástica
que cobre a cabine dos caminhões não chega a protegê-la de todo.
Comenta-se que algumas empresas estão enviando pelo Rodotrem caminhões que já não eram utilizados - o que representaria
um uso mais produtivo e lucrativo de suas frotas.
Parece que a idéia está dando certo, e o trem já ganhou até um apelido no meio ferroviário: - Sula Miranda.
|