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Ferreomodelo do vagão caboose do trem de amônia da Fepasa - Ferrovias Paulistas

  
  

  
  
  
   

Ferreomodelos
Um caboose para o trem de amônia (I)

Kelso Médici — Centro-Oeste nº 69 (1º-Ago-1992)

A Fepasa ainda possui diversos cabooses, fabricados pela Cia. Mogiana de Estradas de Ferro — alguns adaptados para outras finalidades, como manutenção de rede aérea (FNB-341580-5), testes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, IPT (030007), e outros (CNB-341567-8 e CNB-341576-7, por exemplo).

Todos, de serviço não-remunerado, como se pode ver pela segunda letra de identificação (N).

Os que acompanham as composições de amônia transportam equipamentos de proteção individual e produtos químicos para uso em possíveis acidentes com os trens. Dentre eles, temos os CNB-341569-4 / 574-1 / 575-9 / 582-1 / 583-0 / 584-8 / 586-4 / 587-2 / 588-1, pintados na cor cinza, com logotipo e dizeres em preto.

Optei pela construção do CNB-341575-9, fabricado em 1966 e fotografado no pátio de Sorocaba em 91/Ago.

Montagem

Após converter as dimensões (indicadas na planta do vagão) para a escala HO, um meio prático que encontrei, para cortar as peças de estireno no tamanho exato, é desenhá-las em papel milimetrado, cortar e colar os desenhos (cola Pritt) sobre a folha de estireno.

Decidi-me pelo papel milimetrado por permitir melhor direcionamento nos cortes, na abertura de furos, e no desenho e corte dos ângulos das peças.

A folha de estireno foi comprada na Plastitécnica, R. Augusta, 215, SP/SP. Minha intenção era adquirir retalhos, mas não há retalhos de chapa de 1 mm — só de 2 mm ou mais. Comprei a chapa inteira (2 x 1 metro) por Cr$ 3,5 mil em 91/Ago/27. A sobra (enorme), logicamente será aproveitada para confecção de outros trabalhos — um deles será a construção do caboose das composições de containers da Rede.

  

Material

  • Folha de estireno de 1 mm
  • Papel milimetrado
  • Toluol
  • Cola Pritt (cola de bastão)
  • Massa plástica

Ferramentas

  • Faca X-Acto
  • Escala metálica
  • Limas de ourives (diversos tipos)
  • Alicates
  • Brocas
Lateral esquerda do ferreomodelo de vagão caboose da Fepasa

Cortei as peças com a faca X-Acto — é melhor, para trabalhar, do que a Olfa & similares —, guiada por uma escala metálica (que pode ser um perfil de alumínio). Abre-se as janelas laterais nas peças 1 e 2; e a janela traseira na peça 3, com as limas de ourives ou com a própria X-Acto.

Lateral direita do ferreomodelo

Em seguida, abre-se os furos para posicionamento dos pega-mãos (nas peças 1, 2 e 3) e dos berços dos truques (o que será detalhado mais adiante), conforme os locais marcados na peça n° 4. Então, passamos à montagem propriamente dita.

Testeira do ferreomodelo
  
A largura do modelo não corresponde à escala correta, pois tive que aumentá-la de 27,5 para 31 mm, para cobrir o truque Frateschi que iria usar. O visual do modelo ficou prejudicado.
O protótipo usa truques Ride-Control 5''x9''. O procedimento correto seria usar o truque Phoenix, que é construído na escala correta, proporcionando assim maior realismo ao modelo. Decidi, então, adotá-lo.
Porém, até o final do ano, não o encontrei no mercado. Até que, em janeiro último, o Sílvio da Phoenix gentilmente me enviou um par de truques e outro de engates, informando que já haviam voltado ao mercado (Lupatelli, Rio Grande e Strambi & Frenhi).

No desenho da peça n° 3, esqueci de cotar os furos para os pega-mãos: — Os furos de baixo estão a 9,5 mm da extremidade inferior, e os de cima, a 12,5 mm. Portanto, os pega-mãos terão 3,0 mm de comprimento vertical.

O rebaixo da porta traseira foi feito colando sobre a peça n° 3 uma folha de estireno de 0,3 mm de espessura — nas mesmas dimensões —, com o local da porta devidamente recortado.

Piso do ferreomodelo

Após os cortes e os furos, as partes podem ser fixadas entre si, ainda com o papel milimetrado colado pois, dependendo da peça, podemos ainda precisar dele. Senão, lave-as antes de colá-las.

A colagem das peças é feita com toluol (solvente para líquido corretivo de datilografia, tipo Error-Ex, Carbex etc.), com auxílio de um pincel fino. Não se deve aplicar líquido em excesso, pois pode escorrer e danificar as peças.

Montagem da caixa do ferreomodelo, em plástico estireno

  

O estireno de 0,3 mm pode ser aproveitado de algumas embalagens de margarina, patê, propaganda eleitoral, embalagem de locomotivas Frateschi etc. Se você atentar para esse "lixo útil", descobrirá inúmeras opções de forma e espessura. A maçaneta da porta, aproveitei da cabine da G-12 Frateschi.

A colagem das laterais (peças n° 1 e 2) ao piso (peça n° 4) foi auxiliada por cantoneiras (mãos-francesas) cortadas rigorosamente no ângulo de 90 graus e coladas primeiramente ao piso.

Para isso, as peças foram posicionadas e fixadas em uma base plana de madeira, por meio de alfinetes.

No meu caso particular, colei as laterais ao lado do piso e, depois, coloquei a varanda, fixada à parte inferior do piso. Assim, o piso ficou com o comprimento de 94 mm, e a varanda com 6 mm expostos.

A parte traseira é colada entre as laterais, enquanto a testeira frontal é colada sobre o perfil das laterais (linhas tracejadas na peça n° 4).

Mas, antes da fixação da testeira frontal, devem ser colados os seus reforços (peças n° 5), conforme as dimensões e posições mostradas no desenho da peça n° 6.

   Reforço da testeira do ferreomodelo do vagão

Colada a testeira frontal, procede-se à fabricação da varanda. Corta-se um pedaço de estireno, conforme as dimensões indicadas na peça n° 4, que está desenhada como se fosse uma única peça (piso e varanda).

O próximo passo será colar uma tira de estireno com 2,5 mm de largura sob o perfil das laterais e sobre o perfil da varanda. Assim, teremos uma faixa em toda a volta do vagão, com excessão da testeira frontal. E a varanda fica, então, com 7 mm expostos.

Os vidros das janelas poderiam ser feitos com o tão comentado plástico transparente (acetato) de "janela" de envelope de extrato bancário. Porém, ficaria à mostra a espessura do estireno de que é feito o vagão (1 mm). Então, optei por usar acrílico transparente de 1 mm de espessura, recortado no formato das janelas, e embutido nelas.

   Testeira do vagão
  
Escada e corrimãos do ferreomodelo de vagão   

Agora, é a vez da grade, corrimãos e escada da varanda, conforme a Fig. 7. Usei arame de aço de 0,6 mm, colado com Super Bonder e Araldite.

Os furos na varanda foram feitos a 1 mm da extremidade — na emenda do piso com a faixa de 2,5 mm de largura — com broca de dentista, sempre com o auxílio de papel milimetrado, e antes de colar o teto.

Porém, as peças de arame só serão coladas — juntamente com o volante de freio — após a pintura da varanda. O volante e seu suporte foram aproveitados do vagão de minério da Frateschi.

  

Teto

O teto deve ter um entalhe longitudinal, em sua linha de centro, na face que ficará dentro do vagão, conforme mostrado no detalhe da peça n° 8, para poder ser dobrado sem se quebrar, de forma a encaixar-se nas testeiras.

  

Teto do ferreomodelo de vagão

  

Vista inferior do ferreomodelo, com aberturas para aplicação da cola de poliestireno

  

Será fixado ao corpo aplicando-se cola por fora e por dentro, para melhor fixação. No meu modelo, fiz o piso furado para permitir o acesso do pincel com cola pelo lado de dentro.

Com as dimensões mostradas no desenho (peça n° 8), o posicionamento do teto deverá deixar 6 mm para a varanda e 1 mm para fora da borda da testeira frontal.

Caboose do trem de amônia da Fepasa, by Kelso
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