Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
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Ferrovias

Os “antigos” trens turísticos a vapor da RFFSA - 21 Nov. 2016

• Estação de Cachoeiro de Itapemirim | Pátio ferroviário (1994) - 28 Fev. 2016

• Caboose, vagões de amônia e locomotivas da SR7 em Alagoinhas (1991) - 25 Fev. 2016

• Locomotivas U23C modificadas para U23CA e U23CE (Numeração e variações) - 17 Fev. 2016

• A chegada da ponta dos trilhos a Brasília (1967) - 4 Fev. 2016

• Livro “Memória histórica da EFCB” - 7 Jan. 2016

• G8 4066 FCA no trem turístico Ouro Preto - Mariana (Girador | Percurso) - 26 Dez. 2015

• Fontes e fotos sobre a locomotiva GMDH1 - 18 Dez. 2015

• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Ferreomodelismo

• Luzes de 0,5 mm (fibra ótica) - 2 Jun. 2016

• Vagão tanque TCQ Esso - 13 Out. 2015

• Escalímetro N / HO pronto para imprimir - 12 Out. 2015

• Carro n° 115 CPEF / ABPF - 9 Out. 2015

• GMDH-1 impressa em 3D - 8 Jun. 2015

• Decais para G12 e C22-7i MRN - 7 Jun. 2015

• Cabine de sinalização em estireno - 19 Dez. 2014

• Cabine de sinalização em palito de fósforo - 17 Dez. 2014

• O vagão Frima Frateschi de 1970 - 3 Jun. 2014

• Decais Trem Rio Doce | Decais Trem Vitória-Belo Horizonte - 28 Jan. 2014

• As locomotivas Alco FA1 e o lançamento Frateschi (1989) na RBF - 21 Out. 2013

• A maquete do Trem turístico Ouro Preto - Mariana (Trem da Vale) - 12 Out. 2013

  

Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• Estação Pirajá completa a Linha 1 do Metrô de Salvador - 28 Nov. 2015

• Metrô DF direciona 2/3 dos trens para a Ceilândia - 27 Ago. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

Programação de Corpus Christi nos trens turísticos da ABPF Sul de Minas - 25 Mai. 2015

Passagens do trem para Vitória esgotam-se 15 dias antes do feriado - 22 Mar. 2015

  
   

Vagão Caboose:
Que trem é esse


 
Flávio R. Cavalcanti - Março 2003

O caboose — ou “guarda-freio”, “carro-breque” etc. — é um carro ou vagão de serviço, geralmente acoplado ao final da composição, para garantir a segurança do trem e da linha.

A forma como foi / é utilizado varia conforme a época, o estágio tecnológico e os problemas de segurança de cada trem, ferrovia, região:

  • Sinalizar a cauda do trem, em casos de emergência, para alertar qualquer composição que se aproxime. Para isso poderiam ser usadas lanternas, panos, bombas colocadas na linha, e em último caso até mesmo uma fogueira — a distância suficiente para permitir a parada a tempo.

    "A tripulação do cargueiro procurou rapidamente o defeito, pois sem repará-lo, não seria possível retirar da linha principal (direta) os vagões e o caboose que a ocupavam" [A balada de Casey Jones, Délio Araújo].

  • Acionar o freio manual dos vagões, a pedido do maquinista (apito), ou na eventualidade de desengate da composição.

    "Dois sinais curtos serviam para pedir ao guarda-freio auxílio no freio manual, quando o freio automático não era suficiente para a segurança do trem de ferro nas descidas da serra" [Um apito para cada situação, Cadernos do Museu Histórico, n° 1 — Divinópolis, MG, 1991].

Os dois exemplos nos remetem a épocas e locais em que não havia rádio a bordo, nem tecnologias de comunicação / sinalização / controle automático, ainda mais recentes.

A equipagem (pessoal) de uma composição, por isso, necessariamente era maior. Se necessário, um de seus integrantes deveria seguir até a estação mais próxima — permanecendo outros dois para cuidar da sinalização nas duas extremidades do trem.

Isso introduz a noção do "abrigo", citada pelo Marcelo Cosi, para o pessoal responsável pela cauda do trem.

À falta de computadores ou caixas-pretas que registrassem comunicações etc., o controle — ou inquérito posterior — fundamentava-se em papéis (telegramas, ordens em 2+ vias), complementares ao bastão de staff. Daí a função de "escritório", para o pessoal da cauda.

Funções adicionais seriam conseqüência natural, conforme as particularidades de cada região, carga etc.:

  • Observação: — Observar a linha e relatar ocorrências à turma da conserva.

  • Proteção: — Transportar guardas encarregados de vigiar e proteger os interesses da empresa.

    O filme O imperador do norte é um exemplo clássico. Em tempos recentes, uma revista (Trains?) publicou reportagem com foto de um vigilante, nas roupas típicas de xerife, e armado. Guardadas as proporções, é também o caso do caboose ressuscitado pela RFFSA em fins de 1990 para o trem de containers entre Rio de São Paulo [Cabooses de volta à EFCB, Trem de Ferro nº 5, ABPF-RJ, jan.1991 (destaque, ao lado)].

  • Segurança: — No sentido mais moderno da palavra, transportar equipe e equipamentos contra incêndio, acidente ambiental etc. É o caso dos cabooses utilizados nos trens de amônia nas linhas da antiga Mogiana e da antiga Leste Brasileiro.

  • Conserva: — Transportar equipe e equipamentos para manutenção da linha em eventual emergência. Lembrando que, enquanto as ferrovias brasileiras engatinhavam nas proximidades do litoral, as norte-americanas atravessavam desertos e montanhas até o Pacífico.

As diferentes utilidades refletiram-se, naturalmente, na nomenclatura (siglas) de diversas ferrovias brasileiras, antes da padronização atual — que reserva as seguintes letras (primeira e segunda):

C
Caboose
CC
Caboose convencional
CB
Caboose com compartimento para bagagens
CQ
Caboose - Outros tipos
  • A EF Vitória a Minas teve pelo menos 4 modelos diferentes, denominados "VSC". — Aparentemente, o "V" era utilizado para "vagão fechado"; e "S" para "serviço da estrada" (não-remunerado). — Mais recentemente, pelo menos os dois modelos mais novos (fabricação 1961 a 1966) passaram a ser designados "CND" — A letra "N" indicando, possivelmente, "não-remunerado".

  • A EF Central também teve pelo menos dois modelos em tempos recentes, antes da padronização:

    • "QD", adaptado na Sonarec em 1964-1965, depois designado "CBR" e "CNR"; e por fim "CBC";

    • "NCC" dos anos 1974-1975, renomeados "CCQ"; e por fim "CNQ".

    As letras da Central podem significar "outros" ou "qualquer" ("QD"); "caboose" ("CBR", "CNR"); "não-remunerado" ("NCC", "CNQ", "CNR").

Tecnologia versus pessoal

A eliminação do vagão caboose acompanhou o processo de automação em busca de maior produtividade — trens mais longos, com menos pessoal a bordo, e espaçamento crescente das estações necessárias à operação da linha (cruzamento, sinalização.

A segurança também aparece como fator instigante do avanço tecnológico — embora com freqüência fique em segundo plano, pelo que se observa na seqüência de acidentes por falta de conservação da via onde trafegam equipamentos tão avançados.

Mais do que a mera redução da despesa com salários (nem tão altos), parecem pesar cálculos contábeis. A projeção do passivo representado por milhares de aposentadorias, no horizonte de várias décadas à frente — em um mundo onde cresce a expectativa de sobrevida — derruba as ações de uma empresa de imediato, tão logo o primeiro analista ponha os olhos no balancete. Ironicamente, a maior parte do enorme capital flutuante que impõe esse crivo em todo o mundo — comandado por administradores profissionais — pertence a fundos de pensão... dos próprios trabalhadores, ferroviários inclusive.

Mesmo antes da tecnologia eletrônica, o freio a ar comprimido já representava um princípio de "automação" — em teoria, pára a composição no caso de falha.

A eletricidade e o motor a explosão — mesmo em equipamentos com transmissão hidráulica — também favoreceram a automação do controle. Em países de sindicalismo mais forte, ainda se tentou deter artificialmente o aumento da produtividade:

"Cada RDC — ou o trem completo formado por eles — podia ser operado com equipagem de apenas 2 homens, o maquinista e o chefe do trem.

"Logo, os sindicatos passaram a insistir na presença inútil de 1 guarda-freios; de 1 foguista ou auxiliar de maquinista para "olhar os sinais"; e até 1 "bandeirinha" (flagman, em inglês) para transmitir sinais ao maquinista.

"Parece mentira, mas é fato.

"Quando fiz minha pós-graduação nos EUA, na década de 60, os sindicatos forçavam o empreguismo.

"Conheci muitas estradas de ferro com 3 (três!) homens na locomotiva diesel-elétrica — maquinista, auxiliar e "olheiro" do trem (ou guarda-freios da frente) — e, no caboose, condutor e guarda-freio da retaguarda" [As litorinas Budd no Brasil, Délio Araújo].

À medida em que os avanços técnicos facilitavam o controle do final da composição — e nos trens de passageiros é fácil o trânsito de um carro a outro —, "algumas ferrovias usavam o carro-bagageiro como caboose", conforme lembrado por Nicholas Burman [Ferrovia Global, jan. 2003].

Vagões caboose no Brasil
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• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

  

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