RFFSA - Rede Ferroviária Federal
A nova pintura da RFFSA
Colaboraram: Heron Soares (Curitiba),
José Francisco Pavelec (Ponta Grossa) e
José Emílio Buzelin (Belo Horizonte
Centro-Oeste n° 89 — 1° Abr. 1994
A locomotiva Villares GT22-CUM1 n° 4605-4L da SR-5 (Curitiba)
é a primeira máquina a ostentar o novo padrão
de pintura da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), em cinza
e amarelo.
A locomotiva recebeu o nome "Curitiba", em homenagem
à capital onde foi feito o lançamento oficial do novo
padrão, em 1°/março. A pintura foi aplicada nas
oficinas de Ponta Grossa, PR.
Em Minas Gerais, a U20C
n° 3150 já foi pintada; e a n° 3146 se encontra
nas oficinas do Horto Florestal, de onde também sairá
com o novo padrão.
O programa da Rede é aplicá-lo às locomotivas que
forem dando entrada nas oficinas para manutenção,
em todo o País.
Ao contrário do que se poderia imaginar, a numeração
da GT22-CUM1 não recebeu as inovações adotadas
no caso da English Electric 9006 (ainda com o antigo padrão
de pintura), conforme relatado por Márcio Hipólito
no CO-73/12.
O padrão adotado pela Rede é de autoria do programador
visual Paulo H. S. Cavalieri, de Juiz de Fora, MG, e foi o 3°
colocado — entre 97 concorrentes — no concurso realizado em 1993.
Apesar da 3ª classificação, foi considerado
o mais bonito, pela maioria dos presentes à apresentação
dos vencedores, em Dez/06 pp., na cerimônia do cinqüentenário
da tração diesel na Central e lançamento do
livro "A Era Diesel na EFCB", na sede da Rede, no Rio
de Janeiro.
Na prática, a RFFSA optou pelo logotipo gigante (na lateral
da locomotiva) rigorosamente dentro da versão oficial — ao contrário
do projeto de Paulo Cavalieri, que estilizava o grande logotipo
lateral, como que em pinceladas.
É possível que a beleza e a receptividade do público
ao 3° colocado, tenham influído na decisão da
diretoria da Rede. Com certeza, pesaram dois fatores anunciados
pelo presidente Renato Almeida: (1) Proporcionar melhor divulgação
da RFFSA; e (2) Oferecer economia e facilidade de aplicação.
Um aspecto que talvez venha a causar problemas no futuro, pode
ser a baixa visibilidade do padrão cinza e amarelo, à
distância.
Foi o que aconteceu na Austrália com a pintura "Freightrail",
conforme relata Guntram Hereth no CO-74/8.
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