Pesquisa:
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Não leve isso ao pé da letra. Algumas ferrovias só foram integradas na RFFSA, anos depois. A encampação da EF Ilhéus pelo governo federal, arrastou-se nos tribunais ingleses e brasileiros, e só se concluiu mediante acordo em 1959, segundo pesquisou Alexandre Santurian. Por qualquer motivo, a EF Nazaré só foi incorporada à RFFSA em 1968 — e logo a seguir foi erradicada. A EF de Bragança — pequena ferrovia de Belém do Pará para o interior — também foi extinta em pouco tempo. A EF Madeira-Mamoré — no Estado de Rondônia — começou a ser erradicada na surdina, no início dos anos 1970, e alguns protestos detiveram o sucateamento. Nova tentativa foi feita no final da década, igualmente detida pelos protestos. O que resta da ferrovia, hoje pertence ao Estado de Rondônia. A EF Central do Piauí, a EF Mossoró-Souza e a EF Sampaio Correia foram absorvidas na Rede de Viação Cearense (RVC) e na Rede Ferroviária do Nordeste (RFN). A EF Bahia e Minas — antiga iniciativa mineira de alcançar o litoral em Caravelas, sul da Bahia — foi incluída na Viação Férrea Centro Oeste (VFCO), criada em 1965. Na realidade, não tinha ligação com a VFCO, e foi erradicada logo em seguida. Portanto, das 22 ferrovias oficialmente incorporadas à RFFSA, apenas 14 continuaram existindo para valer. |
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Duas delas — EF Goiás e Rede Mineira de Viação (RMV) — fundiram-se na VF Centro Oeste.
Tenho uma dúvida quanto à EF Santa Catarina — linha isolada que ligava o porto de Itajaí a Blumenau e outras cidades do vale do Itajaí.
José Emílio Buzelin indica que esta ferrovia tornou-se a 12ª Divisão – Santa Catarina, mais tarde incorporada à 11ª Divisão – Paraná – Santa Catarina. Por outro lado, a EF Dona Teresa Cristina teria sumido dentro da 13ª Divisão – Rio Grande do Sul, para mais tarde passar à SR-5 – Curitiba.
Parece-me muito mais provável que a EF Dona Teresa Cristina tenha sido a 12ª Divisão, desde o começo.
De fato, portanto, temos 12 ferrovias sobreviventes dentro da RFFSA.
A sessão pública de fundação da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) realizou-se no dia 30 de setembro de 1957 no auditório do Ministério da Viação e Obras Públicas, no Rio de Janeiro.
Na ata da Assembléia, foram enumeradas as seguintes estradas de ferro, que passaram a fazer parte do acervo patrimonial da nova Empresa:
2) EF Bragança
3) EF São Luís — Teresina
4) EF Central do Piauí
5) Rede de Viação Cearense
6) EF Mossoró — Souza
7) EF Sampaio Correia
8) Rede Ferroviária do Nordeste
9) VF Federal Leste Brasileiro
10) EF Bahia – Minas
11) EF Leopoldina
12) EF Central do Brasil
13) Rede Mineira de Viação
14) EF Goiás
15) EF Santos – Jundiaí
16) EF Noroeste do Brasil
17) RV Paraná – Santa Catarina
18) EF Dona Teresa Cristina
Duas outras ferrovias — a EF Santa Catarina e a Viação Férrea do Rio Grande do Sul — permaneceram, na época, arrendadas aos governos dos respectivos Estados; e outras duas continuaram sob regime especial de administração — a EF Ilhéus e a EF Tocantins.
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