Locomotiva G12 n° 535
A "Cabeçuda" da EFVM
Fábio Dardes — Centro-Oeste n° 88 —
1°-Mar-1994
Mais uma vez a EF Vitória a Minas mostra sua capacidade
de adotar medidas que resultem em eficiência e produtividade, conforme
pode ser constatado nesta modificação efetuada na G-12 n° 535.
O objetivo da modificação é dar maior visibilidade ao maquinista
durante as manobras das composições, que em geral são longas dentro
da EFVM.
A modificação consiste basicamente na elevação da cabine, com todos
os comandos, cerca de 1 metro acima da altura original (para comparação,
ela fica da altura do radiador das Dash-8-40BB); e adoção de amplos
vidros tipo rayban.
Também foi removido o freio dinâmico, encurtando e rebaixando o
nariz curto, para oferecer melhor visibilidade.
Por enquanto, só foi construída uma unidade, mas existe a possibilidade
de que outras venham a ser modificadas.
Na EFVM, a G-12 n° 535 foi carinhosamente apelidada de "Cabeçuda".
Esse tipo de solução já é adotado por várias ferrovias americanas,
normalmente as que transportam minério, tal como a EFVM.
Os fabricantes produziram locomotivas com estas características.
Como exemplo, a Kennecott Inc. encomendou em 1977, junto à Electro-Motive
Division (EMD-GM), 11 locos GP-39-2.
Já a Alco, fez uma versão de sua manobreira C-415 para a Southern
Pacific.
Para o modelista, aí está uma locomotiva altamente "maquetável"
(como diz nosso colega Nilson Rodrigues), pela sua originalidade.
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