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Locomotiva Mikado nº 18 da EFMM - Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em 1983
A locomotiva a vapor Mikado nº 18 em primeiro plano, com a nº 15 ao fundo. Foto de Flavio de Britto Pereira, Ago. 1983

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• Estação de Cachoeiro de Itapemirim | Pátio ferroviário (1994) - 28 Fev. 2016

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• Livro “Memória histórica da EFCB” - 7 Jan. 2016

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• Fontes e fotos sobre a locomotiva GMDH1 - 18 Dez. 2015

• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

   

EFMM - Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
A reativação para turismo em 1981


 
Flavio R. Cavalcanti - Abr. 2014

O trem turístico da antiga EFMM foi um dos primeiros — se não o primeiro — a ser criado no Brasil da “era do diesel”, tracionado por locomotiva a vapor, em 5 Mai. 1981.

Porém, — ao contrário do trem turístico da “Bitolinha”, lançado em 28 Ago. 1981, — o trem turístico da EFMM foi lançado após 9 anos de paralisação da ferrovia, e sem qualquer participação da RFFSA ou de seu programa de preservação ferroviária — o Preserve, que estava surgindo naquele momento.

Eis a cronologia desde a desativação da EFMM até o lançamento do trem turístico e do Museu Ferroviário de Porto Velho, de acordo com o último capítulo da 2ª edição (1981) do livro “A ferrovia do diabo”, de Manoel Rodrigues Ferreira, contendo as atualizações desde a edição original:

   
Capa da edição de 1981 do livro "A ferrovia do diabo", sobre a Estrada de  Ferro Madeira-Mamoré
Capa da 2ª edição (1981) do livro
A ferrovia do diabo”,
de Manoel Rodrigues Ferreira

EFMM - da desativação até o primeiro resgate

25 Mai. 1966 – Castello Branco assina o Decreto nº 58.501, que transfere a responsabilidade pelo tráfego da EFMM da RFFSA para a Diretoria de Vias e Transportes, do Ministério da Guerra, cabendo ao 5º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), sediado em Porto Velho, substituir a EFMM por uma rodovia.

1º Jul. 1971 – Sucateiro da EFMM procura Manoel Rodrigues Ferreira em busca de informações sobre a história da ferrovia.

4 Jul. 1971 – Sai a notícia no “Estadão”.

20 Jul. 1971 – Outra reportagem no “Estadão”. Cerca de um mês depois, o sucateiro volta a procurar o Autor. Fôra dada ordem para o 5º BEC suspender imediatamente a venda da ferrovia. Mas, prosseguiu a desativação, com substituição gradual por uma rodovia.

10 Jul. 1972 – Desativação solene da EFMM — noticiada 5 dias depois:

“Às 19h30 do dia 10 Jul. as velhas locomotivas a lenha da EFMM acionaram seus apitos durante 5 minutos, pela última vez” [O Estado de S. Paulo, 15 Jul. 1972].

Set. 1977 – Fundação da ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária.

26 Mar. 1979 – O Autor recebe visita dos diretores da ABPF Juarez Spaletta e Patrick H. F. Dollinger: — A RFFSA já havia publicado editais para venda do que restava da EFMM como sucata. No dia seguinte enviariam ofício da ABPF ao engº Elmo Serejo Farias — presidente da RFFSA — solicitando que fosse sustada a venda. O Autor também fez ofício em nome da Ordem Nacional dos Bandeirantes; e seu irmão Tito Lívio Ferreira, em nome da Academia Paulistana de História.

6 Abr. 1979 – “Estadão” publica outra matéria, dos seus enviados a Porto Velho:

“Ontem, no Rio, na sala de reuniões da diretoria de material da RFFSA, duas empresas paulistas, a Planil e a Fer-Rudge, apresentaram propostas, em envelopes lacrados, para a compra de 315 km de linha, inclusive desvios, bitolas de um metro [sic] e acessórios de fixação, tudo avaliado em 16.100 toneladas, e mais 1.540 toneladas de material rodante, como locomotivas a vapor, vagões, autos de linha e outros equipamentos. O resultado da concorrência será conhecido dentro de 10 dias. Para o arquiteto cearense Jorge Neves, contratado pelo ex-governador de Rondônia, cel. Humberto Silva Guedes, para elaborar um plano de recuperação e integração de todo o acervo da EFMM à cidade, a venda do que resta da estrada representa um crime”.

18 Abr. 1979 – “Estadão” publica carta do Autor, explicando o que a ABPF e as outras duas entidades queriam: 1) Que fosse preservado o possível; e 2) Que se mantivessem 29 dos 366 km da ferrovia, equivalentes a apenas 3%:

“Para a RFFSA essa extensão nada significa, mas (…) constituirá uma atração turística na região”.

20 Abr. 1979 – “Estadão” noticia a anulação da concorrência e a convocação de outra, com preço mínimo (nenhum dos dois concorrentes tinha oferecido o valor esperado); e que parte do acervo seria incorporado ao Museu Ferroviário de Porto Velho.

24 Mai 1979 – “Estadão” noticia que o ministro dos Transportes havia garantido a manutenção de 25 km da ferrovia ao governador Jorge Teixeira de Oliveira, que fez o anúncio em Porto Velho. A notícia diz que “A EFMM não será leiloada”, mas parece inexata, uma vez que os trilhos dos demais 341 km não estavam incluídos na garantia.

1º Out. 1979 – O Autor foi procurado por um pesquisador da Sphan – Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, incumbido de estudar o tombamento da ferrovia. O pesquisador fez uma cópia do livro; voltou um mês depois com um questionário sobre afirmações cujas fontes precisava conferir; e foi xerocando integralmente todas as fontes históricas localizadas.

Final de 1979 – A ABPF envia a Porto Velho seu diretor do patrimônio, Júlio Eduardo Correa Dias Moraes, que fez um levantamento completo do que ainda existia da EFMM e ofereceu cópia à Sphan.

Início de 1980 – O Autor empresta a um fotógrafo da Sphan os 200 negativos da época da construção da EFMM (1907-1912) para serem reproduzidos. O restante dos negativos, que 20 anos antes haviam ficado com o fotógrafo Ari André (localizado pela Sphan após longa busca), tinham sido jogados fora.

2 Abr. 1980 – O “Estadão” noticia que a Sphan pretendia tombar a EFMM (na verdade, a parte localizada em Porto Velho), a ser transformada em centro comunitário. Ao longo do ano, o Autor recebeu insistentes convites da Sphan para um Seminário sobre a EFMM a ser realizado em Porto Velho, de 26 a 30 Nov. 1980.

22 Nov. 1980 – O Autor parte de avião às 8h45, desembarcando na capital de Rondônia pouco após o meio dia:

“Que diferença desta viagem aérea que fizera em 4 horas, com a de 20 anos antes, quando gastara 2 dias!”.

Ouve dos velhos conhecidos sobre as indignidades e humilhações a que os ferroviários haviam sido submetidos e a queima de arquivos, literalmente:

“Fogueiras dos arquivos das estações ao longo de toda a linha foram feitas, mas particularmente uma grande fogueira em Porto Velho. Daquele velho arquivo que vinha sendo preservado desde 1907, nada mais existia! Eu vi esse arquivo em Nov. 1959, e foi com religioso cuidado que peguei em cada um daqueles papeis velhos. E agora vinha a saber que toda essa papelada considerada imprestável fora amontoada no pátio ferroviário em Porto Velho e sobre ela jogada gasolina e ateado fogo, que havia durado horas e horas”.

27 Dez. 1980 – “Estadão” e Jornal da Tarde publicam reportagem sobre o “Seminário” realizado em Porto Velho (ver Documentação):

“A verdade aí estava: após as notícias publicadas pelo “Estadão” em 4 e 20 Jul. 1971, e fornecidas pelo sr. Aderbal Luís Vieira, segundo as quais ele estava adquirindo a ferrovia por meio de licitação pública, a venda fora suspensa e os arquivos da ferrovia destruídos. Não havia mais provas de coisa alguma: nem dos recibos passados à ferrovia pelo sr. Aderbal, nem da licitação (que não houve), nem dos cadastros do material existente, nada, nada mais existia a partir de 1971, documentalmente”.

13 Jan. 1981 – “Estadão” publica carta do Autor sobre o apossamento particular ilegal do sítio de Santo Antônio.

5 Mai. 1981 – “Estadão” noticia que um trecho de 10 km da EFMM seria reativado naquele dia, entre Porto Velho e Santo Antônio, numa primeira fase. — Dentro de mais um ano a reativação atingiria a cachoeira do Teotônio, numa distância de 33 km, além de outro trecho de 50 km entre Guajará Mirim e Vila Murtinho. — À noite, o Jornal Nacional mostrou a cores a reativação. Cerca de um mês depois, um conhecido que estivera presente informou que o suposto “proprietário” do sítio de Santo Antônio, “num gesto de gentileza e generosidade”, havia recuado em alguns metros o alto muro de concreto erguido em torno de sua “propriedade”, para que o trem pudesse passar.

A conferir

O evento da EFMM em 5 Mai. 1981, — tal como seu equivalente da “Bitolinha”, em 28 Ago. 1981,— não significa, necessariamente, que o Museu Ferroviário de Porto Velho estivesse “pronto”, nem que o trem turístico estivesse plenamente estruturado para funcionar com absoluta regularidade a partir daquele momento.

As informações são ralas, um tanto vagas em vários aspectos que todos gostaríamos de saber com maiores detalhes concretos.

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“A ferrovia do diabo”
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Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

  

Bibliografia
braziliana

Grande sertão: veredas - 29 Out. 2014

Itinerário de Riobaldo Tatarana - 27 Out. 2014

Notícia geral da capitania de Goiás em 1783 - 26 Out. 2014

Viagem pela Estrada Real dos Goyazes - 9 Out. 2014

Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madrid - 3 Out. 2013

  

Bibliografia
braziliense

Conterrâneos Velhos de Guerra - roteiro e crítica - 7 Nov. 2014

Como se faz um presidente: a campanha de JK - 21 Ago. 2014

Brasília: o mito na trajetória da Nação - 9 Ago. 2014

Luiz Cruls: o homem que marcou o lugar - 30 Jul. 2014

Quanto custou Brasília - 25 Set. 2013

  
  

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