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EFCB (1,6 m) — As AS-616 começaram
a ser exportadas em 1951 e neste mesmo ano a Central do brasil encomendou
32 unidades, sendo 12 para bitola de 1,6 metro e 20 para a de 1,0
metro.
A única modificação básica do modelo doméstico americano (bitola
de 1,435 m) para o nosso foi o alargamento do truque para a bitola
larga. Foram equipadas com freio dinâmico no nariz curto.
Elas entraram em serviço inicialmente na região de Barra do Piraí
(RJ), para operar com trens de minério.
Posteriormente, foram transferidas para serviços de manobra nos
pátios e linhas de subúrbio e, finalmente, foram transferidas (já
no fim de sua vida) para a ex-Divisão Expecial de Subúrbios do Grande
Rio, atualmente CBTU (Foto 3).
EFCB (1,0 m) — O "E" das AS-616E
significa "export", isso porque foram modificadas para bitolas estreitas
existentes fora dos EUA. Estas 20 unidades foram a maior encomenda
de AS-616E que a Baldwin recebeu.
Inicialmente foram designadas para operar em Belo Horizonte (MG),
no trecho de bitola métrica da Central do Brasil, para puxar trens
cargueiros, e posteriormente para serviços de manobras nos pátios.
Também operaram na região de Montes Claros, norte de Minas.
RVPSC (1,0 m) — A Paraná –
Santa Catarina encomendou suas AS-616E em 1953, baseada nas informações
da EFCB e também porque necessitava de uma máquina com bom desempenho,
e foram operar na região de Ourinhos – Curitiba (PR).
Estas máquinas eram idênticas às da Central, apenas com a inclusão
do freio a vácuo para a composição.
Entretanto, estas locomotivas não se adaptaram às condições da
via permanente da RVPSC (segundo informações colhidas, ela "abria
a linha", devido ao peso) e tiveram vida curta, sendo trocadas por
locomotivas GE tipo Cooper-Bessemer C+C da EF Sorocabana.
EFS (1,0 m) — A Sorocabana
possuiu 15 AS-616E, sendo 10 compradas da Central do Brasil em 1954
e 5 da RVPSC que foram trocadas por 10 locomotivas GE C+C de 660
HP. Esta troca foi efetuada em 1955 (4 máquinas) e 1956 (6 máquinas).
Na Sorocabana, operaram inicialmente na linha tronco entre Assis
(final da eletrificação) e Presidente Prudente, tracionando carga
e passageiros.
Posteriormente, foram transferidas para a Baixada Santista, operando
inclusive na linha Mairinque – Santos (SP), onde gozavam de ótima
reputação. Segundo os maquinistas, as Baldwin "não choravam
na rampa".
Elas ficaram conhecidas como "papo-amarelo", pois chegaram na EFS
ainda nas cores originais da Central,
que eram o azul colonial para o corpo e amarelo cromo para a frente
e traseira. Posteriormente, foram pintadas nas cores da Sorocabana,
verde colonial, branco para as faixas e cinza para faixa.
A última AS-616 da Fepasa a ser baixada foi a 3408, e que só parou
por falta de peças de reposição (Foto 5).
Atualmente — Existem somente duas AS-616,
ambas da ex-Central do Brasil, sendo uma de bitola 1,6 m, que está
sendo recuperada para ser preservada no Engenho de Dentro (Preserfe,
Rio de Janeiro, RJ).
A outra é de bitola 1,0 m e continua "na ativa", em operação na
fábrica de Cimento Montes Claros, no município de Montes Claros,
MG.
Para modelar esta máquina em escala HO,
existe um fabricante americano que é a Stewart Hobbies, que produz
a AS-16 e está anunciando o lançamento da AS-616.
Para modelar a AS-616E (bitola métrica), consulte o CO-16,
enquanto que para modelar em bitola 1,6 m deve acrescentar o freio
dinâmico no nariz curto.
A maior dificuldade reside nos truques. Como alternativa podemos
utilizar o truque da Atlas RSD 4/5 e inverter
o mesmo para a versão da AS-616E. Para a versão de 1,6 m não é necessário
fazer esta inversão do truque.
Note que o truque da Atlas não é o correto,
em termos de lateral (a distância entre centros está correta), porém
sua modificação não é difícil.
Bibliografia
- The Second Diesel Spotter's Guide, Kalmbach
- Diesel from Eddystone: The Story of Baldwin Diesel Locomotives,
Kalmbach
- Revista Ferroviária nº 12, Dez-1953
- Álbuns de características técnicas de Locomotivas da EFCB e
EFS
- Notas particulares
Siglas
- EFCB — Estrada de Ferro Central do Brasil
- EFS — Estrada de Ferro Sorocabana
- DVE — Divisão Especial de Subúrbios, Rio de Janeiro, RJ
- CBTU — Cia. Brasileira de Transportes Urbanos
- RVPSC — Rede de Viação Paraná – Santa Catarina
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