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Eduardo Fidélis disse-me que:
(1) Os carros eram compridos demais para confortável inscrição
em certas curvas;
(2) A bitola larga apresenta grande tendência para embicar
para o lado de fora das curvas;
(3) A suspensão não era adequada para o tipo de
serviço da época;
(4) As litorinas então correndo entre São Paulo
e Campinas com o prefixo SC, eram simples TUE e, como tais, não
atraíam os passageiros potenciais como se esperara;
(5) Nem a Paulista, nem a Santos a Jundiaí, tinham recursos
para trens adequados, dotados de maior conforto e de melhor desempenho,
para atrair satisfatoriamente os passageiros;
(6) O Brasil ainda não dominava a tecnologia das altas
velocidades;
(7) O percurso, com 6 paradas intermediárias — e melhor
via e material —, poderia ser efetuado em 75 ou, no máximo,
80 minutos;
(8) Para atrair e conquistar passageiros dos ônibus São
Paulo - Campinas, e São Paulo - Jundiaí, além
de outras cidades intermediárias, não deveriam ser
empregados TUEs de subúrbios, mas TUEs de poltronas numeradas,
em viagens frequentes, ao menos 1 por hora.
Mas, o "governo" não "ajudava", não
havia recursos, nem havia mentalidade entre os escalões superiores
da Santos a Jundiaí, da Paulista e da RFFSA, para tal tipo
de serviço!
O serviço de carga era o que interessava.
Por outro lado, o passageiro era um ser complexo, difícil
de ficar satisfeito.
Portanto, não havia clima institucional para trens de passageiros
competitivos, no trecho.
Se assim era há 25 anos — e pouco se alterou a mentalidade
descrita —, será que podemos esperar milagres?
E logo no País que detém um dos corredores de maior
demanda de passageiros do mundo — o corredor Rio - São Paulo
- Campinas —, nem sequer se soube manter o Santa Cruz...
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