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A linha começa na estação de Angra, prédio não muito antigo (1956),
ainda com as instalações para passageiros, situado em frente à praia
do Anil, praticamente na cota de 0 metro acima do nível do mar.
O pátio tem um triângulo e um ramal segue até o porto. A estação
tem uma balança de 80 toneladas, desativada, que deve entrar brevemente
em reforma.
O declive da linha é alto. A subida começa na saída do pátio e
calculo que suba uns 100 m nos primeiros 4 km, onde já existe um
túnel. Bitola métrica, raios de curva pequenos (presumo), trilhos
velhos, ainda importados, dormentes de madeira velhos e espaçados.
A linha só atende ao porto, pequeno mas com grande potencial. O
licenciamento ainda é feito por telégrafo morse e existe um telefone
seletivo.
(N. R.: De fato, o declive é mais forte do km
5 ao km 11,8, subindo 121 m em menos de 7 km. Veja quadro).
A estação possui uma manobreira — atualmente uma G-8 n° 4051. Já
houve uma GL-8, mas foi transferida por causa da maresia. O porto
tem uma manobreira GE pequena, daquelas da Companhia Docas, amarelas.
O tráfego médio é de 3 trens por 24 horas, podendo ir a 5 nas épocas
de pico de exportação da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) de Volta
Redonda, RJ.
A linha funciona apenas para exportação de mármore e produtos siderúrgicos
(bobinas de chapa), principalmente, e importação de trigo a granel.
Aço e mármore em vagões prancha PEB e trigo em hoppers combinados
(com portas) tipo FHD.
Em média, 1,6 mil t/mês de mármore, 36 a 74 mil t/mês de aço e
10 mil t/mês de trigo. Quando faltam plataformas, a Rede está usando
gôndolas para trazer produtos siderúrgicos.
Os trens são geralmente formados por 3 ou 4 G-8 com 17 plataformas
(1,2 mil t), ou 3 ou 4 G-12 com 21 PEB (1470 t) — a tração múltipla,
por causa da serra. As plataformas sempre sobem e os hoppers sempre
descem vazios.
Vazios, os trens sobem com 40 a 50 vagões. Os trens de trigo sobem
com 3 G-8 e 11 FHD, ou 3 G-12 e 13 FHD.
Ainda rodam vagões com mancais de caixa de graxa (bronze e estopa),
que ainda pegam fogo.
Já se falou em triplicar a exportação de aço para 200 mil t/mês,
mas isso iria exigir remodelação da via permanente que, pela idade,
talvez não aguente todo esse volume de tráfego.
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