Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
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Locomotiva Mikado da RVPSC reformada para a Estrada de Ferro Tocantins
Locomotiva Mikado da RVPSC reformada para trabalhar na Estrada de Ferro Tocantins, segundo foto-legenda publicada na Revista Ferroviária em 1958.
A verificar se realmente foi

Ferreofotos

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Ferrovias

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• Trem turístico a vapor Curitiba - Lapa (1986) - 26 Nov. 2016

Os “antigos” trens turísticos a vapor da RFFSA - 21 Nov. 2016

   

Estrada de Ferro Tocantins
Locomotivas para a EFT: 1942, 1957


 
Flavio R. Cavalcanti

Em 1957, a diretoria da Fundação Brasil Central declinou, gentilmente, a oportunidade de integrar a Estrada de Ferro Tocantins na recem criada RFFSA [30 Set. 1957]. Tipo, quem sabe, em outra oportunidade. “A atual administração desta estrada pela Fundação Brasil Central afastou por agora a sua inclusão na rede recém-formada[1957, p. 139]. A sobrevida da EFT até 1973 — quando as pequenas ferrovias incorporadas à RFFSA já eram só lembrança — parece cobrir de sabedoria essa decisão. Na FBC, a EFT permanecia sob o guarda chuva de um foro onde a região tinha audiência privilegiada.

Porém, ainda era uma ferrovia federal, e continuava no programa do DNEF de remanejamento de locomotivas entre as estradas de ferro. Seria o caso da Mikado recebida da RVPSC (acima).

Essa redistribuição de locomotivas vinha se intensificando à medida em que novas ferrovias eram encampadas pelo governo federal por motivos estratégicos, por encerramento das antigas concessões, por falência de empresas privadas ou por necessidade de alavancar redes ferroviárias estaduais e regionais.

Lloyd Atlântico S/A de Seguros 10:450$000
Lloyd Brasileiro (frete) 75:787$000
Rede Mineira de Viação (embalagem) 762$000
Estrada de Ferro Central do Brasil (transporte) 11:021$000
Estrada de Ferro Central do Brasil (transporte) 2:085$000
Administração do Porto do Rio de Janeiro 693$000
Total 100:800$000
 

O relatório da EFT de 1957 mostra que essas transferências nem sempre davam os resultados esperados, ao fazer um balanço de quatro locomotivas cedidas pela Rede Mineira de Viação 15 anos antes, em 1942. Essas quatro locomotivas tinham sido despachadas desmontadas, embaladas em 7 volumes e transportadas do depósito de Cruzeiro ao cais do porto do Rio de Janeiro pela Estrada de Ferro Central do Brasil. Eram as locomotivas 120, 121, 123 e 125, que haviam sido avaliadas em oitocentos contos de réis (800:000$000), e cujo transporte custou cem contos e oitocentos mil réis (100:800$000):

Quinze anos mais tarde, apenas a locomotiva nº 121 estava ativa na EFT, com o nome “Caripé”, após "grandes reparos e modificações".

As locomotivas nº 123 e 125 trabalharam pouco tempo na EFT, e nem chegaram a ser batizadas. "A nº 123 foi encostada em 1946 e a nº 125 em 1945, ambas como sucata".

Após 15 anos, a locomotiva nº 120 ainda não tinha entrado em serviço, "por haver trazido grande fenda na caldeira". Encontrava-se em demorados reparos, iniciados ou retomados em 1957, e esperava-se que pudesse ser entregue ao tráfego no primeiro semestre de 1958.

Estrada de Ferro Tocantins
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A cadeia produtiva do alumínio
   
  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

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