Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
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Gráfico do transporte ferroviário de passageiros no Brasil, de 1916 a 1895
Gráfico do transporte ferroviário de passageiros no Brasil, de 1916 a 1895

Ferreoclipping

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Programação de Corpus Christi nos trens turísticos da ABPF Sul de Minas - 25 Mai. 2015

Passagens do trem para Vitória esgotam-se 15 dias antes do feriado - 22 Mar. 2015

  

  

Ferreomodelismo

• Luzes de 0,5 mm (fibra ótica) - 2 Jun. 2016

• Vagão tanque TCQ Esso - 13 Out. 2015

• Escalímetro N / HO pronto para imprimir - 12 Out. 2015

• Carro n° 115 CPEF / ABPF - 9 Out. 2015

• GMDH-1 impressa em 3D - 8 Jun. 2015

• Decais para G12 e C22-7i MRN - 7 Jun. 2015

  

Ferreosfera

   

Evolução das ferrovias do Brasil
Transporte ferroviário de passageiros


 
Flavio R. Cavalcanti - 9 Abr. 2011

As estatísticas do IBGE indicam que o transporte ferroviário de passageiros cresceu firmemente até 1962 — dois anos após o final do governo JK [A transmissão dava-se normalmente em 31 de Janeiro. Jânio Quadros governou até Agosto de 1961].

Desde a década de 1930 o Brasil vivia uma urbanização crescente de sua população e de sua economia, acelerando a demanda pelo transporte nos trens urbanos e suburbanos.

Devido a suas características históricas, as ferrovias até então existentes destinavam-se principalmente à ligação de áreas produtoras de produtos primários até o porto mais próximo, para exportação. Por isso, as ferrovias não tinham grande utilidade como ligações entre diferentes regiões econômicas do país, exceto (em parte) no Sudeste — e mesmo aí, sujeito a quebras de bitola e/ou falta de padronização técnica, obrigando a baldeações entre os trens de diferentes ferrovias. A parcela da população com renda para viajar também era bastante limitada, no total.

Tudo isso contribuiu para travar o crescimento do transporte ferroviário de passageiros em médias e longas distâncias.

Uma década de crise econômica mundial (1929-1939), emendando com uma grande guerra (1939-1945) — justamente no momento em que se acelerava a industrialização e a urbanização — limitou bastante as possibilidades de investimento na reestruturação e expansão das ferrovias para formar uma rede voltada para o transporte interno. Além disso, várias ferrovias permaneciam sob controle estrangeiro, sem interesse nesse tipo de investimento.

Nesse contexto, é de se esperar que aumentasse a participação relativa do transporte urbano, no total do transporte de passageiros. É o que as estatísticas parecem confirmar.

O segundo gráfico (abaixo) oferece uma comparação do transporte de ferroviário de passageiros com o transporte ferroviário de bagagens e encomendas.

Para facilitar a comparação, este último foi multiplicado por 40, resultando numa sincronização bastante aproximada até o ano de 1945.

Nos imediato pós-guerra, o transporte de bagagens e encomendas apresenta rápido declínio e se estabiliza até 1953. Parece ganhar um pouco de fòlego até 1959 — talvez parcialmente devido a algumas novas ligações, ampliando a utilidade e extensão de vários trens de passageiros —, para entrar em queda livre em 1960, e novamente a partir de 1965.

De 1945 a 1962, portanto, parece muito provável que o crescimento do transporte ferroviário de passageiros se deva principalmente aos trens urbanos e suburbanos. E a recuperação de 1976 em diante, muito provavelmente ao transporte metroviário que estreava no Brasil.

Todas essas datas encontram correspondência direta em ciclos bem definidos de planejamento e investimento, ou de políticas monetárias restritivas e recessivas — marcadas, como camadas geológicas, nas datas de fabricação, modelos e procedências da frota de locomotivas, vagões de passageiros e trens-unidade.

Obs.: Esta não é uma análise exaustiva, mas simples aproximação inicial ao assunto — conversão de planilhas para o código adotado no site, geração de tabelas parciais e gráficos por tópicos (FRC, 9 Abr. 2011).

   
Transporte quilométrico das estradas de ferro — 1904-85
Anos Passageiros (1.000 passageiros / km) Bagagens
e enco-
mendas (1.000 t / km)
1904 540 142 12 082
1905 621 044 14 592
1906 ... ...
1907 ... ...
1908 737 094 15 053
1909 ... ...
1910 920 582 18 809
1911 1 136 440 24 135
1912 1 243 498 25 692
1913 ... ...
1914 ... ...
1915 ... ...
1916 1 412 661 30 569
1917 1 529 432 45 730
1918 1 586 404 48 260
1919 1 849 694 52 783
1920 2 194 379 68 495
1921 2 308 655 62 943
1922 2 672 967 64 782
1923 3 217 564 78 821
1924 3 702 064 107 284
1925 4 081 806 122 376
1926 3 569 215 113 995
1927 4 236 728 128 296
1928 4 298 312 131 423
1929 4 845 587 149 120
1930 4 396 539 133 222
1931 4 734 000 135 668
1932 3 734 461 107 561
1933 4 096 951 135 592
1934 4 122 465 119 805
1935 4 561 380 128 581
1936 4 730 042 139 633
1937 5 100 495 126 059
1938 5 522 139 146 289
1939 7 117 895 151 697
1940 6 428 278 175 712
1941 7 130 446 168 061
1942 6 707 567 186 300
1943 7 845 725 219 924
1944 8 771 375 262 197
1945 9 023 127 265 619
1946 9 703 749 241 973
1947 10 138 764 217 218
1948 9 929 226 215 536
1949 9 802 645 213 986
1950 10 093 164 216 289
1951 10 628 732 230 240
1952 10 348 373 214 092
1953 11 063 179 205 188
1954 11 892 927 236 093
1955 12 685 942 269 543
1956 12 712 462 254 364
1957 12 546 139 257 613
1958 13 432 331 257 300
1959 14 639 485 241 432
1960 15 394 764 131 247
1961 16 852 951 122 014
1962 17 926 127 117 971
1963 17 341 660 120 268
1964 17 003 719 133 883
1965 16 684 469 106 362
1966 13 944 715 78 467
1967 13 516 529 51 222
1968 13 803 318 37 649
1969 13 338 000 31 309
1970 12 358 000 28 797
1971 11 276 000 24 566
1972 11 489 000 14 443
1973 10 603 000 16 000
1974 10 649 000 23 000
1975 10 620 000 19 000
1976 11 638 000 16 000
1977 11 699 000 10 000
1978 11 951 000 6 000
1979 11 404 000 3 000
1980 12 376 000 4 000
1981 13 133 000 5 000
1982 13 266 000 4 000
1983 13 797 000 5 000
1984 15 578 000 5 000
1985 16 362 000 7 000
FONTE — Estatísticas históricas do Brasil: séries econômicas, demográficas e sociais de 1550 a 1988 2 ed rev e atual do v 3 de Séries estatísticas retrospectivas, Rio de Janeiro: IBGE, 1990
NOTA: — Até 1935, os dados não abrangeram a totalidade das empresas ferroviárias
   

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

  
Gráfico do transporte ferroviário de passageiros em comparação com o de bagagens e encomendas
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