Rede Ferroviária Federal
Ferrovias que formaram a RFFSA
Pesquisa:
Sérgio Pinho, José Emílio Buzelin, Alexandre
Santurian, Luiz Sérgio de Souza e Flávio R. Cavalcanti
Flávio R Cavalcanti — Centro-Oeste n° 77 — 1°-Abr-1993
A RFFSA foi criada em 1957, reunindo ferrovias que estavam sob
o controle do governo federal.
De acordo com Sérgio Pinho, a RFFSA foi formada pela reunião de
22 ferrovias (Quadro).
Não leve isso ao pé da letra. Algumas ferrovias só foram integradas
na RFFSA, anos depois.
A encampação da EF Ilhéus pelo governo federal, arrastou-se nos
tribunais ingleses e brasileiros, e só se concluiu mediante acordo
em 1959, segundo pesquisou Alexandre Santurian.
Por qualquer motivo, a EF Nazaré só foi incorporada à RFFSA em
1968 — e logo a seguir foi erradicada.
A EF de Bragança — pequena ferrovia de Belém do Pará para o interior
— também foi extinta em pouco tempo.
A EF Madeira-Mamoré — no Estado
de Rondônia — começou a ser erradicada na surdina, no início dos
anos 1970, e alguns protestos detiveram o sucateamento. Nova tentativa
foi feita no final da década, igualmente detida pelos protestos.
O que resta da ferrovia, hoje pertence ao Estado de Rondônia.
A EF Central do Piauí, a EF Mossoró-Souza e a EF Sampaio Correia
foram absorvidas na Rede de Viação Cearense (RVC) e na Rede Ferroviária
do Nordeste (RFN).
A EF Bahia e Minas — antiga iniciativa mineira de alcançar o litoral
em Caravelas, sul da Bahia — foi incluída na Viação Férrea Centro
Oeste (VFCO), criada em 1965. Na realidade, não tinha ligação com
a VFCO, e foi erradicada logo em seguida.
Portanto, das 22 ferrovias oficialmente incorporadas à RFFSA, apenas
14 continuaram existindo para valer.
Duas delas — EF Goiás e Rede Mineira
de Viação (RMV) — fundiram-se na VF
Centro Oeste.
Tenho uma dúvida quanto à EF Santa Catarina — linha isolada que
ligava o porto de Itajaí a Blumenau e outras cidades do vale do
Itajaí.
José Emílio Buzelin indica que esta ferrovia tornou-se a 12ª Divisão
– Santa Catarina, mais tarde incorporada à 11ª Divisão – Paraná
– Santa Catarina. Por outro lado, a EF Dona Teresa Cristina teria
sumido dentro da 13ª Divisão – Rio Grande do Sul, para mais tarde
passar à SR-5 – Curitiba.
Parece-me muito mais provável que a EF Dona Teresa Cristina tenha
sido a 12ª Divisão, desde o começo.
De fato, portanto, temos 12 ferrovias sobreviventes dentro da RFFSA.
|