Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
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Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

  

   

SR-5 RFFSA - Rede Ferroviária Federal
Descendo a serra em uma avalanche


 
Flavio R. Cavalcanti
CO Textos nº 2 (3-Jul-1988)

Emoções fortes são o prato diário dos ferroviários que, desde abril pp., fazem a descida da serra do Mar Curitiba-Paranaguá, PR (SR-5), nas chamadas "Senas" - composições de até 60 vagões freados por 6 locos G22U Macosa de 1.650 HP, espanholas.

Ao dizer "freados", e não puxados, o repórter Cláudio Lachini, Gazeta Mercantil, que fez a viagem inaugural do Sena, não esconde um estremecimento.

As 2,7 mil toneladas de farelo soja e trigo, somadas ao peso dos vagões e locomotivas, fazem 4,1 mil toneladas deslizando serra abaixo, em rampas de até 3,3%, em curvas fechadíssimas, sobre pontes e precipícios de até 150 m!

As 6 locomotivas, com todas as rodas imobilizadas, não são suficientes para fazer parar o trem - é necessário usar também os freios dos vagões.

Só há uma parada onde o freio-motor é suficiente para domar a composição, permitindo o retorno da pressão dos freios a ar à plena carga, entre Véu de Noiva e Marumbi (ver IF-44), ficando parte da compsoição de 1 km estacionada sobre a ponte de São João, de 60 metros de comprimento.

Em toda a serra, não há nenhum desvio com comprimento para estacionar completamente o Sena (o desvio não "livra a cauda", dizem os ferroviários), obrigando os trens que sobem a esperar no pé da serra. O Sena precisa de caminho livre para descer na média de 23,72 km/h.

O trajeto ainda é o mesmo construído por Teixeira Soares em 1885, descendo de 955 m até 5 m do nível do mar em 110 km, através de 420 obras de arte, entre túneis, pontes e viadutos. Somente foram trocados os trilhos, agora em liga de nióbio, com duração de 2 anos, contra os 3 meses dos anteriores (Gazeta Mercantil, 16-Abr-1988).

Inicialmente, uma locomotiva a vapor tracionava até 4 vagões. Em 1897 foram transportadas assim 20 mil t/ano nos dois sentidos. oito Senas superam hoje esse total em um dia, somente na descida da serra do Mar.

Um fator fundamental no esquema é o raio mínimo de 71 metros, super-fechado para uma ferrovia real, provocando uma dose excepcional de atrito (que em HO na prática quase não se percebe).

Por isso, na subida o limite máximo são 30 vagões e 3 locomotivas.

Até abril, o trem-tipo cargueiro na descida, com 4 locos, só permitia 36 vagões. isso porque todo material que desce tem de subir novamente, e uma das locos "ficava sobrando", no dizer dois ferroviários, e tinha de ser rebocada.

O Sena, portanto, "arredonda" a conta de 2 trens de retorno.

O atrito dasw curvas é essencial para a frenagem na descida. E determina igualmente o tipo de locos (1.650 HP, rodado B-B), pois locos com truques de 3 eixos não se inscrevem nas curvas.

Com a necessidade de caminho livre em toda descida, o número de comboios dirários foi mantido em 12 nas terças, quintas, sábados e domingos.

Durante a safra agrícola (entressafra turística), a litorina e o trem de passageiros, com 75% dos lugares ociosos, darão lugar, nas segundas, quartas e sextas-feiras, a mais 2 Senas e mais 2 cargueiros "normais".

Com esse esquema - um monumento à coragem e criatividade da RFFSA; e à falta de visão das autoridades - a Rede espera abocanhar uma fatia maior da safra agrícola, aumentando em 25% a capacidade de transporte no trecho.

Com a construção da Ferroeste, logicamente, só a construção de uma nova descida poderá escoar as safras do Paraná.

   

  

Ferreomodelismo

• Luzes de 0,5 mm (fibra ótica) - 2 Jun. 2016

• Vagão tanque TCQ Esso - 13 Out. 2015

• Escalímetro N / HO pronto para imprimir - 12 Out. 2015

• Carro n° 115 CPEF / ABPF - 9 Out. 2015

• GMDH-1 impressa em 3D - 8 Jun. 2015

• Decais para G12 e C22-7i MRN - 7 Jun. 2015

  

Ferreosfera

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