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Série 500 (Nippon Sharyo - Hitachi ). Trem E 1525 - ER 1514 - ER 514 - E 514 - E 526 - ER 526 - ER 1526 - E 1527 na estação D. Pedro II
Série 500: Foto 04 | Foto 05 | Foto 06 | Foto 07 | Foto 08 | Foto 09

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SuperVia

Charles de Freitas - Rio de Janeiro - 16-Fev-2002

Em 16 de fevereiro de 2002, de passagem pelo Rio de Janeiro, tirei algumas fotos dos diversos tipos de Trens-Unidade Elétricos (TUEs) em operação no sistema ferroviário de subúrbios.

A empresa "SuperVia" (http://www.supervia.com.br/), sucessora da Flumitrens (que sucedeu a CBTU), possui os seguintes tipos de Trens-Unidade, classificados conforme a numeração dos carros:

  • Série 400 — trens de fabricação GE, montados pela FNV, Cobrasma e Santa Matilde;

  • Série 500 — trens de fabricação Nippon-Sharyo/Hitachi;

  • Série 700 — trens Mafersa;

  • Série 900 — trens Cobrasma;

  • Série 1000 — que são os antigos trens-unidade Série 200 da década de 1950, montados pela FNV, Cobrasma e Santa Matilde, reformados na década de 1990 para a Flumitrens;

  • Série 8000 — antigos trens Série 800, de fabricação Santa Matilde, reformados; e

  • Série 9000trens Série 900 reformados.

Os carros com prefixo "E" são os carros motorizados, enquanto o prefixo "ER" designa os reboques (carros sem tração própria).

Anotei as numerações de algumas composições ferroviárias (apesar de alguns números estarem apagados) e observei que determinados trens eram formados por unidades "Série 900" misturadas com carros já reformados ("Série 9000").

Os antigos trens Série 100, fabricados na década de 1930, não sofreram reforma e não se encontram mais em operação.

Série    Foto    Observações
500
Nippon Sharyo / Hitachi
Foto 04
Trem E 1525 - ER 1514 - ER 514 - E 514 - E 526 - ER 526 - ER 1526 - E 1527 na estação D. Pedro II
Foto 05
Na estação D. Pedro II com propaganda do Omo
Foto 06
Na estação D. Pedro II, com pintura da CBTU
Foto 07
Trem E 506 - ER 506 - ER 1506 - E 1522 - ER 1530 - ER 530 - E 1501 na estação D. Pedro II
Foto 08
Trem E 529 - ER 529 - ER 1529 - E 1529 na estação D. Pedro II
Foto 09
Trem E 1516 - ER 1510 - ER 510 - E 510 - E 1514 - ER 501 - ER 1501 - E 1526 na estação D. Pedro II

«Subúrbios da Central»

Flavio R. Cavalcanti | Setembro de 2009

Os chamados «Subúrbios da Central» começaram a ser habitáveis — e habitados — a partir do assentamento dos trilhos e entrada em operação da Companhia de Estrada de Ferro de Dom Pedro II (EFDPII), em meados do século XIX, permitindo a primeira grande expansão urbana (ou suburbana) do Rio de Janeiro e do Brasil. Com a República e a mudança de nome da ferrovia para Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), passaram a ser conhecidos como «Subúrbios da Central», designando tanto os novos bairros do antigo Distrito Federal (ex-"Município da Côrte"), quanto os municípios próximos (no Estado do Rio) servidos pelo trem, e o próprio sistema de transporte urbano sobre trilhos.

Após a incorporação da Central do Brasil na Rede Ferroviária Federal (RFFSA, 1957), os "Subúrbios" — tanto da Central do Brasil quanto da Leopoldina — foram gradualmente reagrupados sob administração à parte, até que a Divisão Especial Subúrbios do Grande Rio passou a integrar a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) — depois desmembrada nas unidades de vários pontos do país, com transferência da malha do Rio (547 km) para o governo estadual, em Dezembro de 1994. Passou, então, a ser operada pela Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens), estadual.

A concessão do transporte ferroviário de passageiros na região metropolitana do Rio de Janeiro foi parcialmente leiloada pelo governo estadual em 15 de julho de 1998, e arrematada pelo "Consórcio Bolsa 2000". A Rio Trens Concessionária de Transporte Ferroviário S.A. foi a empresa concessionária criada pelo "Consórcio Bolsa 2000" para operar o sistema ferroviário de passageiros, alterando depois sua razão social para SuperVia Concessionária de Transporte Ferroviário S.A.

A concessão, iniciada em novembro de 1998, tinha um prazo de 25 anos, prorrogável por igual período. Em 1º Dez. 1998 a SuperVia assumiu a operação dos trens urbanos de passageiros nos 11 municípios do Grande Rio.

Em 14 Set. 2009, o site da SuperVia (atualizado em Agosto) indicava uma frota operacional de 159 Trens-Unidade Elétricos, totalizando 525 carros — dos quais, 36 trens (novos ou reformados) com ar condicionado. A extensão da malha ferroviária era de 225 km de trilhos, operando das 3h47 à 0h48 com 716 "trens" diários (viagens).

Em 2008, os trens da SuperVia transportaram 128 milhões de passageiros (119 milhões pagantes). Um recorde de passageiros transportados registrou-se no dia 8 Abr. 2009, com 520 mil (490 mil pagantes). A capacidade era "estimada" em 1 milhão de passageiros / dia. O trecho de maior demanda é o Ramal Japeri, com a média de 200 mil passageiros diários.

Outra parte da malha, cuja concessão de não foi privatizada, é operada pela Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística ("Central"), operando atualmente cerca de 52 km de vias férreas, com 35 estações e paradas (dados da Wikipedia).

  

 

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