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SuperViaCharles de Freitas - Rio de Janeiro - 16-Fev-2002Em 16 de fevereiro de 2002, de passagem pelo Rio de Janeiro, tirei algumas fotos dos diversos tipos de Trens-Unidade Elétricos (TUEs) em operação no sistema ferroviário de subúrbios. A empresa "SuperVia" (http://www.supervia.com.br/), sucessora da Flumitrens (que sucedeu a CBTU), possui os seguintes tipos de Trens-Unidade, classificados conforme a numeração dos carros:
Os carros com prefixo "E" são os carros motorizados, enquanto o prefixo "ER" designa os reboques (carros sem tração própria). Anotei as numerações de algumas composições ferroviárias (apesar de alguns números estarem apagados) e observei que determinados trens eram formados por unidades "Série 900" misturadas com carros já reformados ("Série 9000"). Os antigos trens Série 100, fabricados na década de 1930, não sofreram reforma e não se encontram mais em operação.
«Subúrbios da Central»Flavio R. Cavalcanti | Setembro de 2009Os chamados «Subúrbios da Central»
começaram a ser habitáveis — e habitados — a partir do assentamento
dos trilhos e entrada em operação da Companhia de
Estrada de Ferro de Dom Pedro II (EFDPII), em meados do século
XIX, permitindo a primeira grande expansão urbana (ou suburbana) do Rio
de Janeiro e do Brasil. Com a República e a mudança de nome da
ferrovia para Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB),
passaram a ser conhecidos como «Subúrbios da Central»,
designando Após a incorporação da Central do Brasil na Rede Ferroviária Federal (RFFSA, 1957), os "Subúrbios" — tanto da Central do Brasil quanto da Leopoldina — foram gradualmente reagrupados sob administração à parte, até que a Divisão Especial Subúrbios do Grande Rio passou a integrar a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) — depois desmembrada nas unidades de vários pontos do país, com transferência da malha do Rio (547 km) para o governo estadual, em Dezembro de 1994. Passou, então, a ser operada pela Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens), estadual. A concessão do transporte ferroviário de passageiros na região metropolitana do Rio de Janeiro foi parcialmente leiloada pelo governo estadual em 15 de julho de 1998, e arrematada pelo "Consórcio Bolsa 2000". A Rio Trens Concessionária de Transporte Ferroviário S.A. foi a empresa concessionária criada pelo "Consórcio Bolsa 2000" para operar o sistema ferroviário de passageiros, alterando depois sua razão social para SuperVia Concessionária de Transporte Ferroviário S.A. A concessão, iniciada em novembro de 1998, tinha um prazo de 25 anos, prorrogável por igual período. Em 1º Dez. 1998 a SuperVia assumiu a operação dos trens urbanos de passageiros nos 11 municípios do Grande Rio. Em 14 Set. 2009, o site da SuperVia (atualizado em Agosto) indicava uma frota operacional de 159 Trens-Unidade Elétricos, totalizando 525 carros — dos quais, 36 trens (novos ou reformados) com ar condicionado. A extensão da malha ferroviária era de 225 km de trilhos, operando das 3h47 à 0h48 com 716 "trens" diários (viagens). Em 2008, os trens da SuperVia transportaram 128 milhões de passageiros (119 milhões pagantes). Um recorde de passageiros transportados registrou-se no dia 8 Abr. 2009, com 520 mil (490 mil pagantes). A capacidade era "estimada" em 1 milhão de passageiros / dia. O trecho de maior demanda é o Ramal Japeri, com a média de 200 mil passageiros diários. Outra parte da malha, cuja concessão de não foi privatizada, é operada pela Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística ("Central"), operando atualmente cerca de 52 km de vias férreas, com 35 estações e paradas (dados da Wikipedia). |
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