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Ferrovias

• A “mancha ferroviária” em Santa Maria (RS), 1966 - 12 Nov. 2014

• Traçados antigos e atuais da ferrovia em Santa Maria (RS) - 3 Nov. 2014

• Cronologia, cidades e pátios da Ferrovia Norte-Sul - 24 Mai. 2014

• Trem das Termas - 17 Mai. 2014

• A reativação da EFMM em 1981 - 7 Abr. 2014

• A fábrica de locomotivas Villares- 6 Abr. 2014

• Locomotivas GMSA GT18MC e GT26MC Spoornet Tração - 7 Mar. 2014

• Antigos carros de madeira EFVM: AD - Administração | AI - Inquérito | AP - Pagador | AR - Restaurante Administração | ESF - Correio Bagagem Condutor | B - Primeira Classe | BR - Primeira Classe Buffet | BC - Primeira e Segunda Classe | C - Segunda Classe | R - Restaurante - 14 Fev. 2014

  

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• O vagão Frima Frateschi de 1970 - 3 Jun. 2014

• Decais Trem Rio Doce | Decais Trem Vitória-Belo Horizonte - 28 Jan. 2014

• As locomotivas Alco FA1 e o lançamento Frateschi (1989) na RBF - 21 Out. 2013

• A maquete do Trem turístico Ouro Preto - Mariana (Trem da Vale) - 12 Out. 2013

• Como construí minha própria locomotiva - 28 Set. 2013

• Miniaturas realmente a vapor - 28 Set. 2013

• Despejo no Modelódromo do Ibirapuera - 20 Set. 2013

• Revista Centro-Oeste nº 96 online - 14 Set. 2013

• Revista Centro-Oeste nº 1 online - 10 Set. 2013

• Vagões prancha Phoenix (1992) - 3 Set. 2013

• Vagão madeireiro Phoenix (1991) - 3 Set. 2013

  

Ferreofotos

• Canhão ferroviário e vagão-peça - 26 Out. 2013

• Locomotiva RS3 da EFCB / RFFSA - 25 Out. 2013

• U22C | MX620 | G8 BB | GL8 | U5B - 22 Out. 2013

• As locomotivas MX620 - 22 Out. 2013

• O desfile da locomotiva Baronesa na Av. Rio Branco, em 1934 - 16 Out. 2013

• As locomotivas suecas da EF Rio do Ouro - 13 Out. 2013

• Locomotivas U20C “Namibianas” em operação na FCA - 23 Set. 2013

• Apresentação da última pintura Fepasa em 1995 - 18 Set. 2013

• Apresentação da locomotiva “Tentugal” em 1995 - 14 Set. 2013

• A viagem da “Baratinha” n° 502 em 1995 - 13 Set. 2013

  
  

Bibliografia

• Santa Maria: relatos e impressões de viagem - 10 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

• Viagem pitoresca e histórica ao Brasil - Jean Baptiste Debret - 15 Mai 2013

• Mad Maria - Marcio Souza - 2 Abr 2013

• Estrada de Ferro do Corcovado: 100 anos de eletrificação - Memória da Eletricidade - 22 Mar 2013

• Machado de Assis e a Administração Pública Federal - 16 Set. 2012

• O ciclo revolucionário do Ministério da Viação - 16 Set. 2012

  

Ferrovias

• A “mancha ferroviária” em Santa Maria (RS), 1966 - 12 Nov. 2014

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Os bravos antepassados, ou de como eles são você amanhã (III)
Fazendo em casa suas próprias tintas


 
Carlos Eduardo Campanhã
Centro-Oeste n° 90 - 1° Jul. 1994

No CO-88/6, é citado que “Luiz Mendes foi ainda mais longe, pintando diversos modelos com uma mistura de corante Xadrez e cola branca PVA à base d'água”.

O que ele fez é, na verdade, uma tinta.

Há séculos, a tinta de preparo pessoal é chamada “têmpera”.

Van Gogh, Renoir e Gauguin (entre outros) usaram e abusaram das têmperas.

Tintas industrializadas são um produto do nosso século. Os antigos egípcios, bem como os pintores da idade média, não tinham Suvinil à disposição...

Há uma infinidade de maneiras de se preparar têmperas.

O que é uma tinta?

É basicamente um corante (natural ou não), combinado com um aglutinante (que pode ser elaborado de inúmeras formas, inclusive a cola PVA).

O que diferencia uma tinta da outra é exatamente o aglutinante, ou suporte (como também é chamado).

Por exemplo, qual a diferença entre uma tinta acrílica e uma tinta a óleo? Geralmente, são feitas com os mesmos pigmentos. A principal diferença é que nas tintas a óleo o pigmento é triturado em óleo de linhaça, ou goma arábica, enquanto nas tintas acrílicas o pigmento é ligado por uma resina plástica sintética.

As resinas sintéticas mais comuns são as vinílicas (cola branca ou PVA) e as acrílicas. O que o Luiz Mendes fez, foi uma tinta vinílica.

A mais tradicional emulsão aglutinante é — acredite se quiser — gema de ovo, utilizada até hoje. Também se usa caseína, óleo de linhaça, goma arábica, cola branca, farinha de trigo, gelatina... A lista não tem fim.

E o quê tem isso a ver com ferreomodelismo? Simples.

Sabe aquele marrom-terra que você quer para pintar o solo da maquete, e não consegue encontrar?

Ou aquela cor perfeita, de que você precisa uma pitada, mas só é vendia em galões?

Pois faça você mesmo!

Pigmentos são facilmente encontrados em lojas para artistas e artesãos. Existem em praticamente todo o espectro. Na maioria, podem ser misturados entre si, portanto você consegue o tom exato que procura. (Para mistura, recomenda-se usar pigmentos de um mesmo fabricante).

Mas não compre pigmentos profissionais, que são muito caros. Prefira os pigmentos para estudantes, bem mais baratos. (Os profissionais são de origem natural, enquanto os de estudantes geralmente são artificiais, ou mistos).

Ou, use o pigmento mais barato, tipo Xadrez, como fez o Luiz Mendes.

As têmperas geralmente são opacas. Seus aglutinantes usuais — produtos de origem animal ou vegetal — apresentam baixo índice de refração.

Quanto o aglutinante evapora, o pigmento reflete a luz em todas as direções, o que confere opacidade à cor.

A têmpera seca rapidamente e apresenta grande resistência, se mantida em boas condições ambientais, e desde que os pigmentos tenham sido selecionados corretamente.

O Xadrez é extremamente opaco. Para dar-lhe alguma aparência de semi-brilho, às vezes é necessário aplicar uma solução de glicerina em álcool. Mas isto já é uma outra estória.

A têmpera tradicional é:

  • 1 parte de gema de ovo

  • 1 parte de água, de preferência destilada

  • Fungicida (solução a 1%)

Fungicida é encontrado nas lojas de material artístico. Pode ser substtituído por vinagre, porém com desvantagem.

Se quiser uma secagem mais lenta, faça assim:

  • 1 parte de gema de ovo

  • 1 parte de água, de preferência destilada

  • 1 parte de óleo de linhaça

  • Fungicida (solução a 1%)

Ou então:

  • 1 parte de gema de ovo

  • 1 parte de goma arábica

  • 3 partes de água, de preferência destilada

  • Fungicida (solução a 1%)

Note que a água de torneira contém muitas impurezas e sais, que podem afetar os pigmentos e a estabilidade da têmpera.

Para obter uma têmpera estável, use ovos frescos. Separe a clara da gema, e retire a película que envolve esta última.

Em seguida, adicione os elementos que irão compor a emulsão, e agite a mistura continuamente.

Acrescente o fungicida gota a gota, para evitar a aglutinação dos outros elementos.

Finalmente, junte à têmpera o pigmento, dissolvendo e amassando os grumos que se formarem, até a tinta adquirir a consistência desejada.

Para diluir a tinta, empregue água.

É preciso alguma prática, para ajustar corretamente a quantidade de emulsão a ser misturada ao pigmento. Em excesso, a película formada na pintura poderá rachar ou descascar. Em quantidade insuficiente, o pigmento não terá boa fixação (o que pode ser parcialmente corrigido, aplicando nova camada do mesmo aglutinante sobre a pintura já seca).

A têmpera de ovo é boa para ser aplicada sobre madeira ou papel. Se você fez o relevo de sua maquete com isopor e papel higiênico, essa têmpera será ótima.

A têmpera à base de ovo não tem muita elasticidade. Se você fez o relevo da maquete com papel sobre papelão-armado (ou tela), prefira a têmpera vinílica (à base de cola branca PVA), que tem bem mais elasticidade.

Sobre relevo de gesso, ambas as têmperas vão bem, mas é conveniente aplicar um selador antes da tinta. (Sim, também dá para fazer o selador em casa).

A têmpera vinílica, com corante comum (Xadrez, Suvinil, Coral), aplicada sobre gesso, pode adquirir certo brilho além do desejado.

Para evitar isto, acrescente talco.

Se alguma dessas têmperas ficar muito quebradiça, acrescente glicerina — no máximo 5%, no volume final.

Se quiser uma têmpera mais sofisticada, faça logo uma tinta acrílica. A resina acrílica à base d'água é fácil de encontrar, no comércio especializado.

Misture o pigmento apropriado, e obtenha uma tinta “Tamiya” caseira, a um custo 100 vezes menor — e na cor exata que você deseja.

As boas lojas de material artístico costumam orientar o consumidor inexperiente a fazer as tintas que deseja. Algumas têm até técnicos para consultar.

Se quiser tinta fosca, use pasta fosqueante, ou “matte medium” (instruções de uso na embalagem). Mas antes, verifique se a pasta é compatível com o pigmento usado, experimentando um pouco de tinta à parte.

As pastas fosqueantes costumam alterar a tonalidade das tintas (geralmente clareando). Para os acrílicos, não se recomenda mais que 30% de fosqueante. Em média, 15%. Só sua própria experiência vai mostrar o melhor caminho.

Essa tinta acrílica, bem estudada e bem preparada, com pigmentos extra-finos (são caros), dá até para pintar modelos com aerógrafo.

O pigmento é caro mas, dependendo da quantidade desejada, sai muito mais barato do que a mesma quantidade de tinta, comprada pronta. O problema é que você fica com litros de tinta.

Os pigmentos têm duração quase infinita. Se bem acondicionados (vidros de geléia e maionese são ideais), duram indefinidamente.

Para fazer verniz, misture:

  • 50% de resina de damar, pura

  • 50% de terebentina pura retificada

Cuidado: - Terebentina é muito inflamável. Pode ser substituída por aguarraz retificada, porém com desvantagem (seca mais devagar, por exemplo).

Coloque a resina e a terebentina num recipiente de vidro. Após 2 ou 3 dias, a resina estará dissolvida. Em regiões quentes, pode ser mais rápido.

Se a resina tiver impurezas, filtre num pano, meia de mulher, ou deixe decantar.

Para usar como verniz, misture com igual quantidade de terebentina pura, retificada. É o chamado verniz de damar.

Também dá para usar resina de mástique — aí, você terá verniz de mástique.

O verniz fixador em spray, que custa os tubos (sem trocadilho)?... A receita é:

  • 1 parte de goma laca clara

  • 5 a 10 partes de álcool

Usa-se 5 partes de álcool para aplicar a pincel; e 10 partes para usar como spray.

Coloque a goma laca no álcool e deixe dissolver (2 ou 3 dias). Está pronto.

É adequado às tintas à base d'água.

Estes vernizes são clássicos, qualquer estudante de pintura os conhece. Podem ser feitos com materiais mais modernos e sintéticos. Porém a matéria-prima para sua elaboração ainda é facilmente encontrável, até em supermercados.

Os gringos não chamam o ferreomodelismo de “o hobby dos estudiosos”? Ou de “o mais completo dos hobbies”? Pois é, até com história da arte a gente mexe.

Se alguém não tem condições de encontrar pigmentos em sua cidade, tente importá-los via S&F (Walthers HO 1994, pág. 308 e 309). Pelo menos, vai conseguir pigmentos de primeira qualidade — talvez até mais baratos.

Os pigmentos Color-Rite são tão bons (finos), que apliquei as têmperas feitas com eles... a aerógrafo! (Diluídos em álcool e resina acrílica solúvel em água).

Com resina, são para Tamiya nenhuma botar defeito.

O saquinho de pigmento custa US$ 3,25 (lá), e dá para fazer uns 10 vidrinhos de tinta iguais aos da Tamiya (3/4 oz.), que custam US$ 5,00 aqui.

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Bibliografia

• Santa Maria: relatos e impressões de viagem - 10 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

• Viagem pitoresca e histórica ao Brasil - Jean Baptiste Debret - 15 Mai 2013

• Mad Maria - Marcio Souza - 2 Abr 2013

• Estrada de Ferro do Corcovado: 100 anos de eletrificação - Memória da Eletricidade - 22 Mar 2013

• Machado de Assis e a Administração Pública Federal - 16 Set. 2012

• O ciclo revolucionário do Ministério da Viação - 16 Set. 2012

  

Ferreofotos

• Canhão ferroviário e vagão-peça - 26 Out. 2013

• Locomotiva RS3 da EFCB / RFFSA - 25 Out. 2013

• U22C | MX620 | G8 BB | GL8 | U5B - 22 Out. 2013

• As locomotivas MX620 - 22 Out. 2013

• O desfile da locomotiva Baronesa na Av. Rio Branco, em 1934 - 16 Out. 2013

• As locomotivas suecas da EF Rio do Ouro - 13 Out. 2013

• Locomotivas U20C “Namibianas” em operação na FCA - 23 Set. 2013

• Apresentação da última pintura Fepasa em 1995 - 18 Set. 2013

• Apresentação da locomotiva “Tentugal” em 1995 - 14 Set. 2013

• A viagem da “Baratinha” n° 502 em 1995 - 13 Set. 2013

  
  

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• A “mancha ferroviária” em Santa Maria (RS), 1966 - 12 Nov. 2014

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• Revista Centro-Oeste nº 96 online - 14 Set. 2013

• Revista Centro-Oeste nº 1 online - 10 Set. 2013

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