Gabarito de linha
Warren Delano — Centro-Oeste nº 63 (10-Mar-1992)
As dimensões mais recentes e apuradas da NMRA para o espaço livre
(clearance) — a ser deixado por pontes e construções em torno
de um trecho reto de mini-ferrovia — encontram-se na norma S-7,
revisada em 82/Ago, e com base nas quais foi feito o gabarito "Marco
III" (ao lado).
Na nova tabela, 23 das 45 dimensões foram melhoradas. As mudanças
não foram grandes, mas têm efeito prático quando o espaço disponível
é extremamente limitado.
"Bulletin"
Não sei se entendi bem a pergunta do companheiro Alexandre Santurian
(CO-62/11) sobre a possibilidade de assinar o "NMRA Bulletin" —
boletim da Associação Nacional de Ferreomodelismo dos EUA.
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Gabarito para pontes e construções — Trechos retos
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Nome da escala
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A
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B
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C
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D
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E
|
F
|
G
|
H
|
P
|
Omitidas
as demais
escalas,
para maior
clareza |
O
|
47,6
|
25,4
|
38,1
|
76,2
|
25,4
|
15,9
|
38,1
|
140,0
|
38,1
|
|
S
|
35,7
|
19,0
|
28,6
|
57,2
|
19,0
|
11,9
|
28,6
|
105,0
|
28,6
|
|
OO
|
30,2
|
15,9
|
23,8
|
47,6
|
15,9
|
9,5
|
23,8
|
87,3
|
23,8
|
|
HO
|
26,2
|
14,3
|
20,6
|
41,3
|
14,3
|
8,7
|
20,6
|
76,2
|
20,6
|
|
HOn3
|
21,4
|
10,3
|
14,3
|
34,9
|
10,3
|
7,1
|
19,0
|
59,5
|
19,0
|
|
N
|
15,1
|
7,9
|
11,1
|
23,0
|
7,9
|
4,8
|
11,9
|
42,1
|
11,9
|
| N. R.: As
dimensões para o espaço
livre adicional — requerido em trechos curvos — constam
da norma S-8 da NMRA |
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Se bem entendi, a resposta seria a seguinte:
A assinatura do "NMRA Bulletin" é indissociável da anuidade do
sócio — US$ 24, este ano —, com exceção da categoria de sócio "afiliado",
que não recebe o "Bulletin", nem qualquer outro material, e por
isso só paga 50%.
Na minha opinião, a essa distância, a única motivação para ser
sócio é exatamente a possibilidade de receber o material publicado
pela NMRA.
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Quanto ao material publicado sobre mini-ferrovias, esses dados
são utilizáveis por modelistas de qualquer parte do mundo, que usam
uma das escalas para as quais a NMRA prepara normas (Standards)
e práticas recomendadas (RPs).
Quanto ao material sobre protótipos, o próprio CO tem mostrado
quanto equipamento da América do Norte é utilizado nas ferrovias
brasileiras.
Em tempo: o desenho
da V-8, preparado pelo Alexandre Santurian, é uma maravilha.
Gostei muito dele e da ficha técnica.
Observo porém que, se fosse um modelo em escala HO, o raio mínimo
de curva — para velocidade baixíssima — seria de 1 metro. Isso deve
ser considerado pelos companheiros que clamam por um modelo desta
locomotiva.
Observações
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N.M.R.A. — M.A.R.S.A.
O companheiro Warren é representante da NMRA — a Associação
Nacional de Ferreomodelismo dos EUA — para assistência aos
sócios da América do Sul. As funções do "cargo" são:
1 — Responder às dúvidas dos sócios NMRA na região, explicando
o material publicado pela entidade;
2 — Orientar os sócios sobre os vários aspectos das ferrovias
norte-americanas e sua modelagem;
3 — Assessorar pessoas interessadas em se tornarem sócios
da NMRA;
4 — Manter contatos pessoalmente com os sócios na região;
5 — Divulgar informações sobre a NMRA que não constem do
"Bulletin" ou de outras publicações da entidade;
6 — Apoiar pessoas interessadas em fomentar a arte do ferreomodelismo,
de modo a promover a atenção e simpatia pela NMRA.
Para contactá-lo, escreva à R. Gen. Elói Alfaro, 53 // 04139
São Paulo, SP.
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N. R.: As normas (Standards) e práticas recomendadas (RPs)
da NMRA formam um conjunto, onde cada item — rodas, curvas, engates,
tipo de material rodante, espaçamento lateral — só funciona bem
se for coerente com todos os outros.
Os testes de locomotivas e vagões estrangeiros na mini-ferrovia
do Alexandre Santurian (DC-21/4,
CO-62/15 e
CO-63/11)
têm sido um bom exemplo. Suas locomotivas diesel de rodagem C-C
— com rodas RP-25, engates fixados no corpo, e "construção" diferente
— não operam bem em curvas de raio = 36 cm, como as locos européias.
Há vantagens em ambos os sistemas. O europeu, adotado pela
Frateschi, simplifica muito a vida do modelista — em especial
o iniciante —, ao reduzir as exigências técnicas na construção
de sua mini-ferrovia.
Assim, a U-20C pode rodar numa ferrovia de curvas fechadas.
Já o sistema norte-americano, faz do modelismo um "jogo" completo,
onde o hobbista curte a complexidade das ferrovias reais (FRC).
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