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A resposta está na chave de 3 posições (Fig. 1):
Ligando cada borne lateral a um Controlador diferente — e tirando do borne central a conexão para determinado trecho de via — temos o mecanismo para que esse trecho possa ser comandado, ora por um Controlador, ora pelo outro. Existem chaves de 3 polos (com 9 bornes); de 2 polos (com 6 bornes); e de 1 polo (com 3 bornes). A chave de 2 polos (e 6 bornes) é nossa velha conhecida, usada e recomendada pela Frateschi como "chave reversora" ou "chave HH" — basta fazer a ligação cruzada (em "X") dos 4 bornes extremos. É a chave certa, quando você quer — ou precisa — isolar (interromper) ambos os trilhos da via, na passagem de um trecho para outro. Na EF Pireneus-Paranã, bastava isolar um dos trilhos (ver "Utilizando o `fio comum' com 2 ou mais Controladores", CO-97/22). Por isso, adotei a chave de 1 polo (e 3 bornes). Além de economizar no preço das chaves e na quantidade de fios, reduzi bastante o trabalho e simplifiquei o emaranhado de ligações. Os trechos principais, que precisam ser transferidos de um Controlador para outro são:
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Feito isso, outros trechos secundários poderiam muito bem ganhar o mesmo direito. (Pense no dia em que um dos Controladores dê oficina e você fique só com o outro):
Basta uma chave de 3 posições, para transferir cada uma dessas áreas de um Controlador para o outro (Fig. 7).
Isso economiza 9 chaves de 3 posições (interruptores são bem mais baratos) e assegura que determinado bloco esteja sempre — por inteiro — sob comando de um único Controlador.
A primeira coisa que descobri, na prática, é que é difícil uma única pessoa comandar 2 trens em sentidos contrários — de forma satisfatória — na EF Pireneus-Paranã, apesar do sistema de controle móvel ("cab-control").

Acontece que a velocidade dos trens varia o tempo todo.
Primeiro, a locomotiva entra na descida. Depois, vão entrando os vagões — um de cada vez.
O mesmo acontece quando chegam ao plano; quando chegam ao início da subida; e novamente ao plano.
E são 2 trens, ao mesmo tempo. Cada um num sentido.
Depois da primeira curva, os sentidos se invertem — e você começa a perder a noção de qual trem é comandado por qual Controlador.
Daí, a parada total, tanto no cruzamento superior quanto no inferior.
Como o cruzamento superior é mais curto (2,4 m), recomendo começar com trens menores, de 6 a 7 vagões (1,3 m).
Naturalmente — vocês já adivinharam — nada me satisfazia, exceto velocidade mínima (trecho por trecho), composições de 2,4 m (12 a 14 vagões) e cruzamento sem parada total de nenhum dos 2 trens...
Consegui, algumas vezes, com ajuda do Marcelinho (então com 8 ou 9 anos) no controle de um dos trens.
Além de controlar o trem a meu cargo, devia coordenar a velocidade de ambos (alertando quando Marcelinho se confundia e começava a "controlar" o trem errado), virar as chaves e AMVs enquanto ambos estivessem no cruzamento inferior (C1 e C2) e... respirar aliviado quando ambos paravam diante da estação.
Sim — no alto era difícil demais passar sem parada total. Talvez tenhamos conseguido uma vez, para nunca mais. Precisaria usar trens menores.
Um terceiro operador — coordenando e cuidando das chaves e AMVs — seria ótimo.
Uma ou duas vezes, tentei fazer o mesmo com ajuda do Gilberto Coutinho. Foi um desastre total. Gilberto não pára de fazer perguntas, o tempo todo — e não há concentração que funcione.

Uma composição de 2,4 m que chega à estação dos Pireneus vindo do "sul" (H1), para pegar ou deixar vagões, deve entrar diretamente em E3 e passar pelo travessão para E2.

No centro do travessão, existe um ímã para desengate, devendo-se "quebrar" a composição exatamente ao meio.
A locomotiva avança mais um pouco em E2, vira-se o AMV, e recua para E1 — onde outro ímã permite desengatar a locomotiva (Fig. 9).
Tudo isso pode ser feito, mesmo que exista um trem completo (2,4 m) estacionado em E5 ou E6.
Se um trem completo estiver parado em E3 e E4, aguardando partida para o sul (H1), o trem contrário pode entrar por E1 e E2. Depois que o outro partir, o trem recém-chegado deixa metade dos vagões em E1 e recua para deixar o resto em E3.
Um dos pátios da plataforma (P1 ou P2) estará desocupado nesse momento. A locomotiva desengatada avança até a haste de saída norte (H2) e retorna pela plataforma para H1 e D3, onde se abastece e/ou segue para a oficina.
Uma manobreira virá por H1 e empurrará os vagões de E3 para o feixe de classificação (E4, E5, E6). Depois empurrará os vagões de E1 para E2, voltará com eles por E3 e fará o mesmo.
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Os pátios E7 e E8 ampliam um pouco a capacidade de classificação de vagões, além de permitirem estacionar vagões (e até locos) fora de uso no momento. Se o trem destinado às manobras chega do "norte" (H2), também pode entrar em E2 e "quebrar" na metade, na passagem sobre o travessão para E3. Ou entrar por E4, "quebrar" na metade e recuar com o resto para E2, E5 ou E6. A mini-ferrovia comporta, portanto, 4 a 5 locomotivas e mais de 50 vagões — entre trens formados ou não. Chegando perto do limite de vagões, as manobras começam a tornar-se um quebra-cabeças absorvente. Mesmo que não haja um trem circulando na via principal (comandado, é claro, por outro modelista), é desnecessário ocupar com manobras as hastes de saída / chegada H1 e H2 — exceto para troca de locomotivas que envolvam o depósito (indo / vindo), ou quando uma locomotiva dirige-se à outra extremidade do trem. De fato, a manobreira pode ser deixada em E4, sem perturbar a "quebra" e classificação de um trem que chegue de qualquer direção. Caixa acústicaVocê pode perguntar: — Como vou saber a situação do trem dentro do desvio escondido C2...? Ou poderá dizer: — Será necessário um circuito eletrônico para detectar e indicar a posição exata do trem dentro do desvio escondido C2. Fato é que o relevo "casca-de-ovo" (papel de embrulho + papel higiênico + cola branca + 50% de água) funciona como a caixa acústica de um violão. Nos trechos já lastreados ("empedrados") — principalmente na subida — a composição fazia um belo ruído de monstro subindo a serra. Era gostoso. No pátio superior, planejei formas de assinalar a posição exata dos ímãs — escondidos dentro da cortiça e da madeira — através de figuras, moitas, sucatas etc. Nem isso foi preciso! Ao recuar os engates de 2 vagões sobre um desses ímãs, ouvia um "tléc" tão nítido, dos engates levantando, que nem precisava olhar. Da mesma forma, nunca cheguei a ter dificuldade para identificar a posição exata da loco ou do último vagão do trem escondido em C2. |
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