Bitolas & Escalas no Ferreomodelismo
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
A escala OO foi lançada em 1923 pelos fabricantes Basset-Lowke (Inglaterra) e Bing (Alemanha; hoje Trix). A escala da OO lançada por estes 2 pioneiros era de 1:87. A idéia tinha sido oferecer miniaturas para ferreomodelistas que não dispunham de muito espaço e que não tinham como montar ferrovias nas escalas III, II, I e O, habituais na época. |
|
Assim cortou-se pela metade a escala O — 1:43,5 pelas normas do British Railway Modelling Standards Bureau (BRMSB) — e obteve-se 1:87 como resultado.
|
Teria estado tudo perfeito se, devido aos gabaritos mais rígidos, o material rodante britânico (protótipo) não fosse bem menor que o do continente europeu. Esta divergência se representou também nos modelos e assim surgiu o seguinte problema: — Os motores industriais comercialmente disponíveis na época não couberam em modelos 1:87 de locos britânicas, ou os que couberam não tiveram a força de tração necessária. Transferida para medidas britânicas, 1:87 significa "escala de 3,5 mm", ou seja cada pé (304,8 mm) do protótipo é representado por 3,5 mm no modelo. A solução encontrada para o problema foi, então, aumentar a representação para 4 mm no modelo por cada pé (304,8 mm) no protótipo, obtendo-se a escala de 1:76. Apesar dessa diferença, durante mais de 30 anos as escalas 1:76 e 1:87 foram vendidas como OO. Apenas a partir de 1954, quando da fundação do Morop — Model Railway Organization of Europ — começou-se a diferenciar entre OO (1:76) e HO (1:87). Porém as normas do BRMSB mal consideram a escala HO, nem as do Morop a escala OO. Até hoje isso não causou problemas significativos pois OO é simplesmente considerada a versão britânica de HO — principalmente porque a bitola de 16,5 mm foi mantida para as duas escalas, com os mesmos padrões para os trilhos. As normas da National Model Railroad Association dos EUA (NMRA) também consideram a escala OO, porém de outra forma. A escala OO americana tem bitola de 19 mm. Correspondendo à OO americana, existe na Grã-Bretanha a escala P4 (Protofour), também conhecida por EEM, de 1:76 com bitola 18,83 mm. Assim, temos duas correlações, conforme a tabela a seguir. Vale salientar que no início dos anos 70 se desenvolveram motores que possibilitaram o lançamento de modelos britânicos em HO. Logo em seguida, fabricantes como Lima, Fleischmann e Rivarossi acabaram inundando a Grã-Bretanha com modelos britânicos em HO. Porém quase não houve aceitação no mercado britânico. Hoje, Fleischmann e Rivarossi vendem modelos britânicos em HO no continente europeu, enquanto a Lima participa da liderança no mercado britânico com modelos em OO. Chegamos, agora, ao caso do material rodante britânico OO em maquetes HO. |
|
1 — Tamanho — É claro que, devido à escala diferente, se repara certa discrepância de tamanho entre material OO e HO. Porém essa discrepância não é maior do que a existente entre uma FA-1 e uma G-22U da Frateschi. Lembre que a FA-1 está na escala HO, enquanto a G-22U está em escala de aproximadamente 1:76.
2 — Engates — Na Grã-Bretanha existe um tipo próprio de engates. Não há como trocá-los pois são montados no material. Encaixes diretos (Morop) ou parafusados (NMRA) são desconhecidos na Grã-Bretanha. Trata-se de engates de gancho, parecidos com os antigos engates Fleischmann, mas incompatíveis até mesmo com estes.
3 — Trilhos & Rodeiros — As normas BRMSB para trilhos e rodeiros correspondem às da Morop e da NMRA. Assim, material rodante britânico em OO roda perfeitamente em grades Frateschi. Por falar em trilhos mais afinados, o fabricante Peco faz grades e AMVs com trilhos Code 75, assim como os rodeiros apropriados.
4 — Corrente elétrica — O padrão britânico para OO corresponde ao padrão internacional para HO: — Corrente contínua de 0 a 12 Volts.
5 — Gabaritos — Apesar do tamanho algo maior do material rodante OO, seus gabaritos não causam problema em maquetes HO. Os trens britânicos aceitam qualquer raio de curva!
6 — Compatibilidade — Os modelos britânicos rodam perfeitamente em maquetes HO. Apenas não é possível misturar material rodante britânico OO com europeu HO no mesmo trem.
Para quem se interessa pela escala OO britânica recomendo o livro Complete Guide do Model Railways, de Michael Andress, ed. Patrick Stephens, Wellingborough, England, considerado a bíblia do ferreomodelismo britânico. Foi publicado inicialmente em 8 fascículos entre 1979 e 1982 sob o título "PSL Model Railways Guide". A partir de 1985 foi publicado em forma de livro, num só volume, com o título atual. É importante fonte de pesquisa, e não só para os adeptos do ferreomodelismo britânico. Pode ser adquirido no Brasil, nas livrarias Laselva.
Leituras de importância são:
|
As seguintes marcas são importantes para a escala OO britânica:
|
|
|
|
|
|
|
| Ferrovias | Mapas | Estações | Locomotivas | Diesel | Vapor | Elétricas | Carros | Vagões | Trens-Unidade | Turismo | Modelos | Maquetes | História do hobby | Iniciantes | Ferreoblog | Ferreosfera | Clipping | Livros | Bibliografia | Documentação | Links | Atualizações | Metrô-DF | Brasília | Home |