Estrada de Ferro São Luís - Teresina Extensão e datas de abertura dos trilhos,
por trechos, até 1944
DNEF - Departamento Nacional de Estradas de Ferro in Estradas de Ferro do Brasil - 1945
(suplemento da
Revista Ferroviária)
tabulação: Flavio R. Cavalcanti
A evolução dos trilhos que viriam a formar a ferrovia entre São Luís e Teresina ilustra bem com diferimento de algumas décadas, em relação à Europa a transição gradual da era das hidrovias, em que a ferrovia inicialmente assumia papel complementar, para a era de predomínio quase absoluto das ferrovias, quando importava menos a economia da navegação em um trecho parcial do percurso, do que a eliminação pura e simples das operações de baldeação da carga entre os dois modais de transporte.
O primeiro trecho aberto da ferrovia cobria a pequena distância (78 km) do final da navegação do rio Itapecuru, em Caxias, até o porto de Flores (Timon), no rio Parnaíba.
Só 1/4 de século mais tarde os trilhos começaram a "recuar", estendendo-se em direção ao litoral. O "quilômetro zero" do que viria a ser a EFSLT, na ilha de São Luís, foi o último a ser atingido deste lado.
Do lado do interior, só após quase meio século, já no primeiro período Vargas, os trilhos finalmente atravessaram o rio Parnaíba, atingindo Teresina e dispensando definitivamente a navegação (mesmo que de simples travessia) na ligação das duas capitais.
Linha de Rosário a Caxias
Trecho
Abertura
km
Soma
João Pessoa (ex-S. Luiz) - Rosario
1921-03-14
70
70
Rosario - Catanhede
1919-06-01
89
159
Catanhede - Caximbos
1919-10-20
11
170
Caximbos - Pirapemas
1920-06-25
12
182
Pirapemas - Caxias
1920-10-31
191
373
Linha de Caxias a Flores
Trecho
Abertura
km
Soma
Caxias - Flores
1895-04-05
78
451
Flores - Teresina
1938-12-31
2
453
Os dados do suplemento Estradas de Ferro do Brasil - 1945 foram transcritos manualmente em planilha, para ordenar os trechos por ferrovias ou por datas, e calcular os
subtotais (verificação). Em alguns poucos casos, foram corrigidos erros tipográficos evidentes, utilizando dados do Guia Geral
das Estradas de Ferro. Vale lembrar que embora apresentado (aqui) em conjunto com o Guia trata-se de outra época, com diferente organização das ferrovias e suas linhas e, portanto, diferentes contagens de extensão quilométrica.