Estrada de Ferro Bahia e Minas
Extensão e datas de abertura dos trilhos da
Estrada de Ferro Bahia e Minas,
por trechos, até 1944
DNEF - Departamento Nacional de Estradas de Ferro in Estradas de Ferro do Brasil - 1945
(suplemento da
Revista Ferroviária)
tabulação: Flavio R. Cavalcanti
Os dados do levantamento publicado em 1945 pela Revista Ferroviária indicam que 142 quilômetros de trilhos da ferrovia foram abertos ao tráfego em 1882.
Na primeira década da República os trilhos tiveram nova expansão (234 km em 1891-1898), sendo provavelmente detidos pela política contracionista com que os governos seguintes afetaram combater o sempre alegado ensilhamento. Novos prolongamentos da ferrovia se concretizaram já no último ano da I Guerra Mundial (Venceslau Brás); no governo de Artur Bernardes (1922-1926); às vésperas da Revolução de 1930; e durante a II Guerra Mundial que reforçou o foco na ligação ferroviária do Rio de Janeiro à Bahia e todo Norte e Nordeste, começando pela interligação da EFCB com a VFFLB.
Estrada de Ferro Bahia e Minas
Trecho
Abertura
km
Soma
Central (Ponta da Areia) - Aymorés
1882-11-09
142
142
Aymorés - Mairinque
1891-03-15
49
191
Mairinque - Urucú
1892-07-30
32
223
Urucú - Presidente Pena [1845 não dá]
1895-09-30
32
255
Presidente Pena - Francisco Sá
1896-06-31
35
290
Francisco Sá - Bias Fortes
1897-02-28
18
308
Bias Fortes - Pedro Versiani
1897-10-30
39
347
Pedro Versiani - Teófilo Otoni
1898-05-03
29
376
Teófilo Otoni - Caporanga
1918-06-01
45
421
Caporanga - Ladainha
1918-12-26
20
441
Ladainha - São Bento
1924-02-13
40
481
São Bento - Queixada
1924-06-07
31
512
Queixada - Engº Schnoor
1930-09-07
20
532
Engº Schnoor - Alfredo Graça
1940-05-11
18
550
Alfredo Graça - Arassuaí
1942-08-01
28
578
Ramal de Caravelas
Trecho
Abertura
km
Soma
Ponta da Areia - Caravelas
1926-06-14
4
Os dados do suplemento Estradas de Ferro do Brasil - 1945 foram transcritos manualmente em planilha, para ordenar os trechos por ferrovias ou por datas, e calcular os
subtotais (verificação). Em alguns poucos casos, foram corrigidos erros tipográficos evidentes, utilizando dados do Guia Geral
das Estradas de Ferro. Vale lembrar que embora apresentado (aqui) em conjunto com o Guia trata-se de outra época, com diferente organização das ferrovias e suas linhas e, portanto, diferentes contagens de extensão quilométrica.