Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
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O ferreomodelista e a família prontos para fazerem um passeio na miniatura de trem
É a hora do passeio, no controle de uma verdadeira locomotiva a vapor, construída — peça por peça — em casa,
pelo próprio modelista live-steamer. Pergunte se a criançada consegue fazer pouco caso...

Ferreomodelismo

• Luzes de 0,5 mm (fibra ótica) - 2 Jun. 2016

• Vagão tanque TCQ Esso - 13 Out. 2015

• Escalímetro N / HO pronto para imprimir - 12 Out. 2015

• Carro n° 115 CPEF / ABPF - 9 Out. 2015

• GMDH-1 impressa em 3D - 8 Jun. 2015

• Decais para G12 e C22-7i MRN - 7 Jun. 2015

• Cabine de sinalização em estireno - 19 Dez. 2014

• Cabine de sinalização em palito de fósforo - 17 Dez. 2014

• O vagão Frima Frateschi de 1970 - 3 Jun. 2014

• Decais Trem Rio Doce | Decais Trem Vitória-Belo Horizonte - 28 Jan. 2014

• As locomotivas Alco FA1 e o lançamento Frateschi (1989) na RBF - 21 Out. 2013

• A maquete do Trem turístico Ouro Preto - Mariana (Trem da Vale) - 12 Out. 2013

  

Ferrovias

Os “antigos” trens turísticos a vapor da RFFSA - 21 Nov. 2016

• Estação de Cachoeiro de Itapemirim | Pátio ferroviário (1994) - 28 Fev. 2016

• Caboose, vagões de amônia e locomotivas da SR7 em Alagoinhas (1991) - 25 Fev. 2016

• Locomotivas U23C modificadas para U23CA e U23CE (Numeração e variações) - 17 Fev. 2016

• A chegada da ponta dos trilhos a Brasília (1967) - 4 Fev. 2016

• Livro “Memória histórica da EFCB” - 7 Jan. 2016

• G8 4066 FCA no trem turístico Ouro Preto - Mariana (Girador | Percurso) - 26 Dez. 2015

• Fontes e fotos sobre a locomotiva GMDH1 - 18 Dez. 2015

• Locomotivas Alco RS no Brasil - 11 Dez. 2015

  

Ferreofotos

• Alco RSD8 Fepasa - 29 Fev. 2016

• G12 200 Acesita - 22 Fev. 2016

• “Híbrida” GE244 RVPSC - 21 Fev. 2016

• U23C modernizadas C30-7MP - 17 Fev. 2016

• C36ME MRS | em BH | Ferronorte - 14 Fev. 2016

• Carregamento de blocos de granito na SR6 RFFSA (1994) - 7 Fev. 2016

• G12 4103-6N SR6 RFFSA - 6 Fev. 2016

• Toshiba nº 14 DNPVN em Rio Grande - 25 Jan. 2016

• Encarrilamento dos trens do Metrô de Salvador (2010) - 14 Nov. 2015

• Incêndio de vagões tanque em Mogi Mirim (1991) - 9 Nov. 2015

• Trem Húngaro nas oficinas RFFSA Porto Alegre (~1976) - 21 Out. 2015

   

Ferreomodelismo live steam
Miniaturas realmente a vapor


 
Arnaldo Bottan
Centro-Oeste n° 77 – 1° Abr. 1993

A modalidade de ferreomodelismo denominada live-steam — do inglês, live = vivo, e steam = vapor —, é muito pouco conhecida em nosso País.

Hobby típico de países desenvolvidos — principalmente os de língua inglesa, onde atinge altíssimo grau de perfeição técnica —, trata-se de verdadeiras mini-ferrovias ao ar livre, por onde trafegam pequenos trens tracionados por locomotivas a vapor que, dependendo da escala, podem transportar passageiros 1:1, isto é, pessoas de verdade.

Enquadram-se na categoria das chamadas "ferrovias de jardim" (garden railways) — que também inclui trens movidos a eletricidade.

Os trilhos podem ser instalados ao nível do solo, ou elevados — neste último caso, oferecem melhor equilíbrio nas menores bitolas, devido ao rebaixamento do centro de gravidade, pois tanto o maquinista — que também é foguista —, quanto os passageiros, viajam como que a cavalo sobre o trem, em pequenos vagões-prancha com o formato de sela.

Este formato, além de oferecer maior segurança, evita que os baixinhos tenham acesso às rodas e trilhos, com suas pequenas mãozinhas irrequietas...

Em contrapartida, essa construção elevada — mais ou menos 60 cm acima do solo — não permite facilidades para a operação de AMVs ("desvios").

Nas bitolas maiores, todas as linhas são ao nível do solo, pois já permitem um equilíbrio melhor.

Dentre as bitolas — há muito tempo padronizadas —, as mais comuns são de 2-1/2'' (63 mm), 3-1/2'' (88,9 mm), 5'' (127 mm), 7-1/4'' (184,15 mm) e 9-1/2'' (241,3 mm).

Logicamente, as escalas são bem maiores do que a HO, girando em torno de 1:10 a 1:20.

Na realidade, são escalas definidas em proporções de tantas polegadas no modelo, por cada pé no protótipo.

As locomotivas são as estrelas do espetáculo, recebendo do modelista — na medida do possível — toda a atenção, no que se refere à fidelidade ao protótipo.

O mesmo, nem sempre acontece com o resto do material rodante, onde se exige apenas que tenha construção robusta e segura, pois irá transportar carga bem acima da escala.

Isso também vale para a via permanente, onde é comum lançar-se mão de materiais de serralheria encontrados no comércio.

Só os clubes mais abonados possuem trilhos com seção (perfil) de formato realístico — e, ainda assim, extrudados em liga de alumínio.

Em seus países de origem, o live-steam conta com uma infraestrutura industrial e comercial, juntamente com grande quantidade de livros e revistas exclusivas sobre o assunto.

As revistas mais conhecidas são:

  • Live-Steam (EUA)
  • Modeltec (EUA)
  • Model Engineer (Inglaterra)

No Brasil — ao contrário do que já acontece com a escala HO —, não temos infraestrutura, nem industrial, nem comercial, nem editorial.

Os poucos ferreomodelistas que se aventuram na modalidade live-steam, ou têm que importar o material, ou fabricá-lo artesanalmente, como é o nosso caso.

Outro grande problema é que os live-steamers verde-amarelos — além de serem em número insuficiente para formar a massa crítica (abaixo da qual, nenhum hobby deslancha) — também não têm acesso fácil à literatura especializada, o que leva a erros crassos.

O erro mais grave, a meu ver, é a construção fora das bitolas padronizadas no resto do mundo.

Nada impede que o modelista crie sua própria bitola e escala, mas as vantagens da padronização são óbvias.

Além disso, a falta de uniformidade dificulta a formação de clubes.

Um fato digno de nota, é que não existe uma divisão nítida entre ferreomodelismo de maquete e live-steam.

As menores escalas desta última modalidade, interpenetram-se com as maiores escalas da primeira — existem até alguns loucos que conseguem construir locomotivas live-steam para HO, o que, descontando o aspecto sujeira, deve ser um barato!

Disse, um pouco acima, que as vedetes são as locomotivas, diferentemente do que acontece no HO, onde o modelista procura atingir a perfeição em tudo, da paisagem até os logotipos dos vagões.

Não é que isto seja deixado de lado no live-steam (nome chato, não? Vamos criar um nacional?). É que a construção de uma locomotiva — mesmo partindo de kits comerciais semi-usinados, consome tanto tempo do modelista, que não sobra muito para veleidades paisagísticas.

Imagine o que é, construir longeirões, cilindros, rodas, braçagens, caldeira, cabine, tênder etc.

Por isso, o praticante trata de extrair o máximo — digamos assim — prazer construtivo, da própria montagem em si.

Ficar uma locomotiva 3 ou 4 anos no cavalete de montagem, é coisa comum. Paciência, pois!

O comichão nas mãos para jogar o primeiro pau de lenha na mini-fornalha é deveras forte, bem como para sentir o desempenho da locomotiva, se terá boa aderência, se irá vaporizar bem — principalmente quando se trata de projeto do próprio autor.

Quando o projeto é de um dos cobras no assunto — por exemplo, Martin Evans ou Hozo Hiraoka —, é quase certo o bom desempenho. Eles são bons mesmo, no assunto.

   
  

Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

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