Planos de Viação.
Evolução histórica (1808-1973)
Brasil. Conselho Nacional de Transportes. Rio de Janeiro,
1973.
« O engenheiro Eugênio de Souza Brandão, da antiga
Inspetoria Federal das Estradas, deixou inédito, embora pronto,
datilografado e com os desenhos, um estudo sobre ferrovias, a que denominou
"Sinopse concertente a Viação Férrea do Brasil
— Alvitramento de vias férreas de internação e de
ligações indispensáveis (1932)". A terceira
e última parte desse trabalho, copioso de informes, constitui o
seu plano ferroviário geral, formado por linhas pré-existentes
aproveitadas, total ou parcialmente (tais como a EF Baturité, a
Great Western, a Leopoldina, a Central do Brasil, a Noroeste do Brasil
e outras), e completado por 24 vias férreas sugeridas, a saber:
Nº de
ordem
Via férrea sugerida
Extensão
construída
(até 1932)
Prolon-
gamento
sugerido
Extensão
total
(km)
1
Aquidauana – Ponta Porã
–
300
300
2
Bahia – Cuiabá
500
2.451
2.951
3
Bahia – Minas
432
343
875
4
Coroatá – Tocantins
–
630
630
5
Crato – Leopoldina
–
150
150
6
Cuiabá – Campo Grande
–
733
733
7
Cuiabá – Manaus
–
2.015
2.015
8
Curitiba – Porto Alegre
327
720
1.047
9
EF Equatorial
–
2.036
2.036
10
Fortaleza – Teresina
(?)
415
717
11
Macapá – Araguari
–
390
390
12
Manaus – Tacutu
–
1.000
1.000
13
Natal – Crateús
193
670
863
14
Paiano – Cabedelo
267
336
603
15
Pelotas – São Borja
81
600
681
16
Ponta Grossa – Ponta Porã
–
800
800
17
Porto Franco – Souza
121
140
261
18
Recife – Acre
269
4.505
4.774
19
Rio – Belém
1.008
2.547
3.555
20
Rio – Goiás
1.239
715
1.954
21
Santarém – Cuiabá
–
1.885
1.885
22
Santos – Porto Murtinho
982
788
1.770
23
São Francisco – Assunción
461
724
1.185
24
S. Luís – Rio Grande
3.215
2.546
5.761
Extensões totais
9.497
28.039
37.536
(...)
O Plano Souza Brandão distingue-se dos que o precederam por não
ser misto (férreo-fluvial) como aqueles, mas totalmente ferroviário,
embora certas linhas venham terminar em rios, como inevitável, por
força de nossa hidrografia, à margem de grandes cursos d'água
espontaneamente navegáveis. »